Enquanto cresce a preocupação no mundo com as consequências da pesca comercial para o meio ambiente, ontem (22) a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial uma portaria que aprova um plano para retomada da pesca de arrasto na costa do Rio Grande do Sul, prática conhecida também por prejudicar espécies não alvo por meio da chamada “captura acidental”.
Segundo a secretaria, a medida é um avanço na gestão da atividade na região, visando garantir a continuidade da geração de emprego, renda e segurança alimentar a essa cadeia produtiva.
Na justificativa também foi alegado que a retomada da pesca de arrasto, que tem peixes e camarões como alvos, será “sustentável” no que “se refere à redução da captura de fauna acompanhante não aproveitada e das capturas incidentais”.
“O plano está alinhado com a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e Pesca e se configura como uma medida de gestão para a melhoria da atividade pesqueira de arrasto na costa do Rio Grande do Sul”, declarou a SAP.
Enquanto incentiva a pesca de arrasto, o governo participa de iniciativas internacionais que prometem combater crimes na indústria pesqueira. Ontem (22), o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior, assinou a Declaração de Copenhague em adesão ao Blue Justice, que diz ter como prioridade a sustentabilidade dos oceanos.
Clique aqui para ter acesso à Portaria Nº 115, de retomada da pesca de arrasto no RS.
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…
Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…
O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…
A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…
Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…
Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…