Customers shop at a Bharti Walmart Pvt. Ltd. Best Price Modern Wholesale store in Zirakpur, on the outskirts of Chandigarh, Punjab, India, on Friday, Sept. 28, 2012. Wal-Mart Stores Inc., the world?s largest retailer, is in talks with partner Bharti Enterprises Pvt. about opening retail outlets in India after the government eased rules for foreign ownership in multibrand store chains. Photographer: Sanjit Das/Bloomberg via Getty Images
O governo indiano estabeleceu um padrão de identificação para produtos veganos por meio de um projeto de regulamentação da Autoridade de Normas e Segurança Alimentar da Índia (FSSAI), equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O objetivo com a mudança divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Economic Times é facilitar a identificação dos produtos, proporcionar mais segurança ao consumidor e estabelecer uma regulamentação mais adequada para fabricantes de produtos alimentícios veganos.
Segundo comunicado do órgão regulador, um produto para ser classificado como vegano deverá ser livre de ingredientes de origem animal, testes em animais e do uso de qualquer produto de origem animal não identificado na composição como ingrediente.
Como exemplo, a FSSAI cita o carvão de osso usado no clareamento de alguns produtos alimentícios, assim como a “cola de peixe”.
Vale lembrar que a Índia, um dos países mais populosos do mundo, tem grande potencial quando o assunto é desenvolvimento e consumo de produtos veganos. O que contribui para isso também é o fato de que em algumas regiões da Índia a abstenção do consumo de carne é cultural.
Em 2020, a professora Kavya Dashora, do Centro para Desenvolvimento Rural do Instituto Indiano de Tecnologia (IIT-D), de Délhi, conquistou visibilidade internacional por criar um ovo vegano à base de moong dal (feijão-mungo) com o mesmo custo do ovo convencional marrom na Índia.
Por conciliar inovação e responsabilidade social, Kavya venceu no ano passado o concurso Innovate4SDG, realizado pelo Laboratório de Aceleração do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud).
Também é da Índia a startup de biomateriais Phool, que criou uma alternativa ao couro a partir das flores que são descartadas no país após serem utilizadas em cerimônias religiosas.
Já no segmento de carne cultivada, a startup indiana Clear Meat tem desenvolvido uma carne de frango moída que alcançou na avaliação de viabilidade em novembro de 2020 um custo inferior ao da versão convencional – a diferença é de até 2,69 dólares a menos por quilo, de acordo com informações do Food-Navigator Asia.
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