Areas of the National Forest of Jamanxim on the BR 163 have been burnt illegally to make space for cattle breeding.
Em sua mais recente campanha que visa conscientizar a população sobre o impacto da agropecuária na Amazônia, o Greenpeace afirma que se a importância da maior floresta tropical do mundo, dona da maior biodiversidade do planeta, for ignorada, será impossível vencer a luta contra as mudanças climáticas.
Segundo a ONG, em um período de meses mais de um bilhão de árvores tombaram na Amazônia. “A atividade agropecuária avança a cada dia sobre a floresta. Os rios estão sendo ameaçados pela construção de hidrelétricas. Garimpo, invasões e roubo de madeira continuam assolando terras indígenas e unidades de conservação. Áreas da floresta estão sendo vendidas via leilão para empresas explorarem petróleo e gás natural”, diz.
De acordo com o Greenpeace, não deveria ser normalizado nem aceitável o fato de que em um período inferior a um ano o desmatamento na Amazônia cresceu 30%, o equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol.
“As unidades de conservação e terras indígenas registraram um aumento de 55% e 62% respectivamente comparado com o período anterior. E esta é uma triste realidade que não podemos mais permitir”, frisa, acrescentando que a Amazônia tem importância fundamental no controle do clima do planeta e na disponibilidade de água doce.
“Sem floresta não tem água e produção de alimentos. Somente com a conservação da floresta, garantiremos o equilíbrio climático global, evitando que a temperatura do planeta aumente. Estamos vivendo uma emergência climática. Enchentes, secas, verões super quentes, temperaturas extremas já estão impactando a vida de muitas pessoas, principalmente as mais vulneráveis.”
O Greenpeace também acusa o governo Jair Bolsonaro de abrir a Amazônia para exploração, “entregando o patrimônio ambiental de todos os brasileiros para o agronegócio, empresas de mineração e energia”. Segundo a entidade, é um ataque final à maior floresta tropical do planeta.
“Para se ter uma ideia, só no ano passado, a cada minuto, uma área maior do que dois campos de futebol foi desmatada ilegalmente. Mais de mil árvores derrubadas a cada minuto! Isso mesmo: mil árvores por minuto!”, destaca a ONG na campanha “Todos pela Amazônia”.
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