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Greta Thunberg acusa Conferência do Clima da ONU de greenwashing

No domingo (30), durante o lançamento do seu novo livro, “Climate Book”, a ativista sueca Greta Thunberg disse em Londres que não participará este mês da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas porque, segundo ela, o evento é usado para greenwashing.

Embora tenha participado da conferência em Glasgow em 2021, Greta disse que hoje reconhece que há inúmeras razões para não participar do evento, e a principal delas é que não há quase espaço para a sociedade civil.

Além disso, ela reprova a realização da COP27 no Egito porque, de acordo com a ativista, a ONU ignora que o atual governo egípcio mantém mais de 60 mil presos políticos, incluindo o ativista britânico e desenvolvedor de software Alaa Abd el-Fattah, de quem Greta apoia a libertação.

“As COPs são usadas principalmente como uma oportunidade para líderes e pessoas no poder chamarem a atenção, usando muitos tipos diferentes de greenwashing”, criticou.

Segundo a ativista sueca, as conferências não são realmente destinadas a mudar todo o sistema. “As COPs não estão realmente funcionando, a menos, é claro, que as usemos como uma oportunidade de mobilização.”

O livro de Greta Thunberg, “Climate Book” conta com cerca de 100 contribuições de especialistas, incluindo o economista Thomas Piketty, o chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus e a escritora Naomi Klein.

Greta disse que não receberá nenhum lucro com o livro, porque será destinado à sua organização homônima, e então distribuído a ONGs ambientais. “Para mudar as coisas, precisamos de todos – precisamos de bilhões de ativistas.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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