Em parceria com a “IV Mostra Ecofalante USP e a Agenda 2030”, o Grupo de Pesquisa sobre Ética e Direitos dos Animais do Diversitas, da Universidade de São Paulo (USP), fará um ciclo de debates amparado nos filmes da programação da 10ª Mostra Ecofalante, que começou na semana passada e termina no dia 14 de setembro. Serão cinco encontros, on-line e gratuitos, transmitidos pelo canal do Diversitas no YouTube.
Arvorecer no antropoceno: (re)nascimento das florestas
Na segunda-feira (23), às 15h, o ciclo terá início com um diálogo com Massimo di Felice e Sassá Tupinambá a partir do filme “O Tempo das Florestas”
Massimo di Felice é sociólogo pela Università degli Studi La Sapienza, doutor em ciências da comunicação pela Universidade de São Paulo. Tem pós-doutorado em sociologia pela Universidade Paris Descartes V, Sorbonne. É professor da Escola de Comunicação e Artes da USP. Também é professor visitante nas Universidades de Roma III (Itália), Paul-Valéry Montpellier (França) e Lusófona (Portugal). Seu mais recente livro “A cidadania digital”, publicado no Brasil pela Editora Paulus em 2020, consagra novas perspectivas da participação e da cidadania nas plataformas digitais. No Brasil, coordena a coleção Atopos (Editora Annablume), coleção Era Digital (Editora Difusão) e Clássicos para Comunicação (Editora Paulus).
Sassá Tupinambá é militante do Tribunal Popular, membro da Comissão de Articulação dos Povos Indígenas de São Paulo (Capisp), Co-fundador da TV Tamuya, Co-fundador do Núcleo de Estudos Autônomos sobre Racionalidades Médicas dos Povos Originários (NEARMEPOT). É ainda Terapeuta Naturopata, Cineclubista, Produtor Cultural e Radioamador.
Onde acompanhar: https://youtu.be/9e19QC0qKj8
Do amor e do uso: paradoxos da relação entre humanos e animais
Na quinta-feira (26), às 15h, o ciclo continua com um diálogo com Natalia Albuquerque e Juliana Fausto com base no filme “Res Creata”.
Natalia Albuquerque é vegana, ativista e etóloga. Bacharel em ciências biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre e doutora em Psicologia Experimental com ênfase em comportamento animal pela Universidade de São Paulo. Realizou pós-doutorado investigando a vida emocional dos animais (IP-USP). Já trabalhou com diversas espécies animais, entre elas golfinhos, tartarugas marinhas, cabras, gatos, cachorros e macacos-prego. Desenvolve pesquisas com emoções, comportamento animal, cognição animal, interações humano-animal, bioética e educação ambiental.
Juliana Fausto é autora de “A Cosmopolítica dos animais” (n-1 edições, 2020). Tem graduação em filosofia pela UFRJ, mestrado em letras pela PUC-Rio e doutorado em filosofia pela mesma universidade. Atualmente é pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPR, com bolsa PNPD/Capes, onde desenvolve pesquisa acerca das relações entre animais extra-humanos e política, além de ministrar disciplinas na graduação e pós-graduação em Filosofia. Sua tese recebeu menção honrosa no prêmio da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof) e o prêmio de Melhor Tese de Filosofia no Concurso de Teses do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH) da PUC-Rio 2018/2019. Tem publicações na área de estudos animais, estudos feministas, cinema, arte e literatura, com enfoque no antropoceno. É pesquisadora do species – Núcleo de Antropologia Especulativa/UFPR e do Inuma – Interfaces humano não humano/UFS.
Onde acompanhar: https://youtu.be/SkveHxWIvzM
(I)mobilizações das práticas de ativismo na causa animal
Na terça-feira (31), às 15h, haverá um diálogo com Renato Libardi Bittencourt e Igor Leone a partir do filme “Ativistas animais”.
Renato Libardi Bittencourt é Mestre em Filosofia (Área de Ética e Política) e professor efetivo do Instituto Federal de Alagoas. Desenvolve pesquisas em Bioética, coordena o núcleo pernambucano da Antar – Poder Popular Antiespecista, além de militante e colaborador do coletivo “Levanta, Militante”.
Igor Leone é advogado, militante ecossocialista e apresentador do Jornal AntiJurídico, um programa sobre Abolicionismo Penal, Segurança Pública e Judiciário, no Youtube. Trabalhou na redação de diversos sites jurídicos e como diretor de justiça da Carta Capital.
Onde acompanhar: https://youtu.be/dxGsYWDN_7I
Quais os interesses do negacionismo climático?
Na segunda-feira (6), às 15h, o ciclo oferece um diálogo com Pablo Mariconda e Alyne Costa com base no filme “A campanha contra o clima”.
Pablo Rubén Mariconda é professor titular de teoria do conhecimento e filosofia da ciência do Departamento de Filosofia da USP. Possui graduação em Filosofia pela USP, mestrado e doutorado em filosofia da ciência pela mesma instituição. Fundador e editor chefe da revista Scientiae Studia – revista latino-americana de filosofia e história da ciência. Fundou a Associação Filosófica Scientiae Studia para dar apoio às atividades editoriais da revista e da Coleção de Estudos sobre a Ciência e a Tecnologia. Tem atuado nas áreas de filosofia, história e sociologia da ciência e da tecnologia. É atualmente coordenador do Grupo de Pesquisa em Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia, sediado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Confira as atividade e contribuições da Scientiae Studia em seu site: scientiaestudia.org.br e no Instagram: @ScientiaeStudi
Alyne Costa é doutora em filosofia pela PUC-Rio e sua pesquisa trata da importância de pensar o antropoceno e o colapso ecológico, considerando também cosmovisões e modos de vida outros que ocidentais. É professora do quadro complementar do Departamento de Filosofia da PUC-Rio.
Onde acompanhar: https://www.youtube.com/watch?v=PyxsAMP5ZVQ
O plástico na história: uma abordagem filosófica
Na quinta-feira (9), às 15h, será realizado o último diálogo do ciclo com Luciana Zaterka e Luanda Francine a partir do filme “A História do Plástico”.
Luciana Zaterka tem graduação e mestrado em química e filosofia (USP), doutorado em filosofia (USP) e pós-doc em história da ciência (PUC-SP). É professora associada da UFABC, onde leciona sobre filosofia moderna, teoria do conhecimento e ética. Suas pesquisas estão voltadas tanto à filosofia moderna, como à filosofia da ciência, em especial filosofia da química e da biologia. Publicações: “A filosofia experimental na Inglaterra do século XVII” (FAPESP/Humanistas) e como editora “Life and Evolution” em 2020 pela Editora Springer. No prelo, “Ensaios de História e Filosofia da Química” em que trata da questão da temporalidade e dos modos de existência dos plásticos. Recentemente, começou a trabalhar na relação entre ciência, técnica e sociedade, em especial no movimento conhecido como transhumanismo.
Luanda Francine é psicanalista, tem graduação em filosofia e é mestre em psicologia social (com bolsa CNPq) pela PUC-SP, onde desenvolveu uma pesquisa acerca da produção de restos e do poluir, sob perspectiva psicanalítica e filosófica. Coordena o Grupo de Pesquisa sobre Ética e Direitos dos Animais do Diversitas-USP, atende em consultório, é mãe e faz algumas construções no campo das artes visuais. A ênfase de seus estudos situa-se nos eixos: psicanálise e sociedade, natureza e cultura, sujeito e capitalismo, antropocentrismo e especismo. Atualmente mora em Lisboa.
Onde acompanhar: https://youtu.be/8T3Cy3Lvz8I
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