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Grupo discute impacto ambiental da pecuária por videoconferência

Lançado em 2014, documentário aborda o impacto da pecuária no aquecimento global e na degradação de espaços naturais (Imagem: Netflix)

No domingo (26), às 13h30, a Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), de Brasília (DF), realiza por videoconferência mais um encontro do Grupo de Estudos sobre Direitos Animais e Veganismo. Dessa vez a discussão aberta ao público será sobre sustentabilidade e impacto da agropecuária no meio ambiente e terá como referência o documentário “Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade”, disponível na Netflix e no YouTube.

O documentário, feito por Kip Andersen e Keegan Kuhn no final de 2014, aborda o impacto que a agropecuária causa ao meio ambiente, questão diante da qual as principais organizações ambientalistas se omitem. Elas temem represálias do setor agropecuário, que tem grande poder econômico.

O filme que apresenta a realidade do desmatamento na Amazônia sustenta que um vegano requer 0,6 hectare de terra por ano para se alimentar, um ovolactovegetariano precisa do triplo e uma pessoa com dieta onívora necessita de uma área 18 vezes maior.

“Isto porque pode-se produzir 16 mil quilos de vegetais em 0,6 hectare e apenas 170 quilos de carne na mesma área. Uma dieta vegana também produz a metade de CO2 [dióxido de carbono] de uma dieta [tipicamente] onívora. E ainda gasta só 9% de combustíveis fósseis, 8% de água e 5% do solo”, frisa Kip Andersen em “Cowspiracy”.

Quem quiser participar usando celular ou tablet deve baixar o aplicativo Jitsi Meet. Para acessar por desktop ou notebook, não há necessidade de download; basta acessar o site meet.jit.si. Por uma questão de segurança, a FALA pede que quem quiser participar envie uma mensagem para o número (61) 98227-7280 para ser adicionado ao grupo onde são disponibilizados link e senha da sala utilizada.

Sobre a FALA

A Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), sediada em Brasília (DF), atua desde 2012 na defesa dos direitos animais em diversas frentes, como proteção animal, articulações com os três poderes, ação direta não violenta (promoção de manifestações pacíficas), promoção de palestras, organização de grupos de estudo, parceria com estabelecimentos comerciais (descontos para pessoas voluntárias, inclusão de opções veganas e “veganização” dos estabelecimentos), ações artísticas (música, teatro, dança, etc pela libertação animal) e organização de ações solidárias (ceia vegana e sopões veganos, por exemplo), dentre outras atividades.

Para saber mais sobre o documentário, clique aqui. 

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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