Com a crise desencadeada durante a disseminação da covid-19 e um crescente interesse global pela busca de proteínas alternativas, um relatório divulgado pela empresa de pesquisa global de mercado MarketsandMarkets aponta que o coronavírus pode elevar a venda de “carnes vegetais” em R$ 3,2 bilhões até 2021.
O que contribui para isso é que hoje há consumidores que estão tendo outra percepção sobre o surgimento de doenças zoonóticas cada vez mais associadas ao consumo de carnes de animais silvestres e domesticados – como BSE, sars, mers, gripe aviária e gripe suína – além do coronavírus, que tem trazido uma preocupação que resgatou o histórico de inúmeras doenças transmitidas de animais para humanos nos últimos 20 anos, mas até então pouco lembradas pela maioria da população.
A MarketsandMarkets destaca em seu relatório que o cenário é promissor para alternativas à carne à base de soja, trigo e ervilha, e evidencia imitações de carne como hambúrgueres, linguiças, carne moída e almôndegas à base de vegetais como produtos com grande potencial junto aos consumidores que já estão substituindo ou querem substituir a carne na alimentação, mas sem perder a experiência que pode ser proporcionada pelas imitações vegetais desses produtos – que buscam mimetizar o mesmo sabor e textura.
O que também deve beneficiar ainda mais o mercado de “carnes vegetais” é que as empresas do ramo estão investindo no comércio eletrônico, inclusive criando seus próprios canais de vendas ou fazendo isso junto a revendedores que também ofereçam esse tipo de canal – o que é um atrativo valioso em tempos de pandemia.
Segundo a pesquisa, o mercado de “carnes vegetais” é um dos segmentos que mais cresce utilizando o comércio eletrônico na distribuição de seus produtos, e ignorar a importância desse recurso pode significar a perda de boas oportunidades de crescimento.
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