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Grupo já resgatou mais de nove mil cães do comércio de carne de cachorro na China

“Esses cães passaram por estresse inimaginável e precisarão de tempo para se adaptarem às suas novas vidas em seus lares adotivos” (Foto: Ragom)

O grupo de resgate de animais Retrieve a Golden of the Midwest (Ragom), que surgiu no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, informou esta semana que desde 1985 eles já resgataram mais de nove mil cães do comércio de carne de cachorro na China.

Membro do grupo, Nicole Studzia diz que é muito fácil alguém sequestrar um animal na China e levá-lo para um matadouro porque muitos animais no país circulam livremente, tornando-se alvos fáceis para quem não se importa em ganhar dinheiro vendendo cães para algum matadouro, ainda que clandestino.

Em seu site, a Ragom conta histórias de cães que ganharam uma chance de recomeçarem suas vidas nos Estados Unidos. Um exemplo é Mama, que foi resgatada pouco tempo depois de ter filhotes, assim como Georgia, Sissy e Mosby. “Estão se instalando em seus lares adotivos, e seus socorristas nos relataram que todos anseiam por atenção humana”, destaca.

E acrescenta: “Esses cães passaram por estresse inimaginável e precisarão de tempo para se adaptarem às suas novas vidas em seus lares adotivos.”

Embora muitos países voltem sua atenção para o comércio de carne de cachorro apenas durante os festivais realizados na Ásia, a verdade é que esse comércio existe independente desses eventos. Mesmo quando a prática não é considerada legal, cães continuam sendo vítimas desse mercado, o que significa que talvez o único caminho de mudança seja a viabilização de novas leis de bem-estar animal e a devida fiscalização.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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