Imagine ser criado para ser explorado desde o momento em que nasce. Essa é a sua realidade e isso é tudo que você conhece. Então é claro que a não ser que você passe por uma situação mais explícita de privação e violência pode ser que não manifeste contrariedade em relação à forma como vive.
Mas por que? Porque te condicionaram a aceitar uma vida para a qual você não deveria ter nascido, porque não diz respeito a quem você é e às suas reais necessidades. Porém, se você está imerso nessa realidade, e isso é tudo que conhece, como esperar que você veja isso com estranhamento?
Se não for um bom observador, você não verá nada de errado. Por que estou abordando isso? Porque é a realidade comum de muitos animais que criamos para consumo; e esse cenário faz parte de um conceito que chamo de “malícia da produção”.
O que é isso? Uma concepção fundamentada no fato de que por gozarmos de inteligência superior à dos animais manipulamos a inocência não humana visando a lucratividade, criando um simulacro que induz a uma equivocada crença de ostensivo bem-estar animal; e é isso que também garante e reforça a manutenção desse sistema exploratório.
Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo:
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…