
Imagine ser criado para ser explorado desde o momento em que nasce. Essa é a sua realidade e isso é tudo que você conhece. Então é claro que a não ser que você passe por uma situação mais explícita de privação e violência pode ser que não manifeste contrariedade em relação à forma como vive.
Mas por que? Porque te condicionaram a aceitar uma vida para a qual você não deveria ter nascido, porque não diz respeito a quem você é e às suas reais necessidades. Porém, se você está imerso nessa realidade, e isso é tudo que conhece, como esperar que você veja isso com estranhamento?
Se não for um bom observador, você não verá nada de errado. Por que estou abordando isso? Porque é a realidade comum de muitos animais que criamos para consumo; e esse cenário faz parte de um conceito que chamo de “malícia da produção”.
O que é isso? Uma concepção fundamentada no fato de que por gozarmos de inteligência superior à dos animais manipulamos a inocência não humana visando a lucratividade, criando um simulacro que induz a uma equivocada crença de ostensivo bem-estar animal; e é isso que também garante e reforça a manutenção desse sistema exploratório.
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