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Indústria da carne deve mais de R$ 88 bilhões à União

Somente os frigoríficos devem 42,9 bilhões de reais (Foto: Estadão Conteúdo)

De acordo com um levantamento feito e divulgado pelo observatório do agronegócio De Olho nos Ruralistas, a soma de dívidas da cadeia da indústria da carne com a União chega a 88,1 bilhões de reais. As informações são baseadas em dados obtidos junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O montante envolve frigoríficos, pecuaristas, curtumes, comercializadores de carne e de animais vivos. “O valor equivale ao déficit previdenciário dos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, estimado em R$ 88,5 bilhões em 2018, segundo estudo publicado em maio pelo economista Raul Velloso”, informa o observatório.

No total, há 4.169 empresas que compõem a cadeia da indústria da carne que estão na lista de devedores da União. Somente os frigoríficos devem 42,9 bilhões de reais.

“Na sequência aparecem os criadores de gado bovino, suínos, aves, caprinos e outros animais destinados à pecuária, com R$ 17,5 bilhões; seguidos do comércio atacadista de carnes, com uma dívida de R$ 16,8 bi”, aponta o levantamento. Já os curtumes devem 3,8 bilhões de reais e o comércio de animais vivos soma 900 milhões de reais.

De Olho nos Ruralistas também frisa que o valor poderia ser bem maior se em 2017 a JBS não tivesse recorrido ao Refis, programa de refinanciamento de débitos tributários da União.

“Graças ao acordo, o frigorífico comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista – pivô de dois dos maiores casos de corrupção da história brasileira, investigados nas operações Carne Fraca e Lava-Jato – conseguiu quitar boa parte das dívidas do grupo, recebendo um “desconto” de R$ 1,1 bilhão”, cita o observatório.

Leia o levantamento completo, clique aqui. 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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  • Engraçado q o governo nao cobra, ne?!?! A gente que tem que arcar com todo esse prejuízo!!!
    Isso não é certo. Espero que um dia, nós - povo, possamos dar um basta a todas as formas de exploração !

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