For 28 days concluding in November 2010, an HSUS investigator worked inside a Cal-Maine factory egg farm located in Waelder, Texas. Cal-Maine is the country's top egg producer; among its customers are retailers such as HEB and Publix. The company has approximately $1 billion in annual sales and has nearly 30 million laying hens, most of whom are confined in cruel and inhumane cages across the country. Earlier this month, Cal-Maine recalled a quarter million eggs for Salmonella concerns. This investigation revealed the below findings. Countless dead birds in cages with live birds: Some birds were dead for so long that their corpses were mummified and appeared to have been rotting at least for weeks on end. As the video shows, eggs even roll by the head of a dead bird on a conveyor belt. Birds trapped in cage wires, unable to reach food or water: Cage wires can trap hens' wings, necks, legs and feet, causing other birds to trample the weakened animals, usually resulting in a slow, painful death. Abandoned hens: Live birds were roaming outside their cages, some falling into manure pits. Injuries: Birds had bloody feet and broken legs from cage wires. Overcrowding injuries: Cal-Maine crams multiple birds into one cage, giving each hen only 67 square inches of cage space - less than a sheet of paper on which to live for more than a year. Eggs covered in blood and feces. Keywords: Chicken, Animal Abuse, Animal Cruelty, Caged Farm Animals, Cruel Confinement of Farm Animals, Campaigns, Factory Farming, Farm Animal Welfare, Investigations, Protect Farm Animals
Tiago Ambrósio Ferreira, 27 anos, trabalhou por quase dois anos no setor de produção de uma granja de ovos na região de Maringá (PR). “Quando entrei lá, achei que seria um trabalho normal. Galinha bota ovo, alguém recolhe e esse produto é vendido para alguém”, diz.
No entanto, a experiência mostrou que a percepção de Tiago sobre a produção de ovos é a mesma que os consumidores que desconhecem a realidade desse meio costumam ter.
“A única coisa que estranhei no começo foi o cheiro que é muito forte por causa da ração e do estado de confinamento. Se você amontoa galinhas em um lugar, esse lugar fica com cheiro ruim; um fedor mesmo, independente da limpeza, da higienização”, informa.
Ele também percebeu que galinha se estressa pela falta de liberdade e por ter de conviver entre muitas aves. “Só comecei a perceber essas coisas trabalhando lá. Não imaginava que galinha ficasse estressada. Levei algumas bicadas na granja por causa disso. Tem gente que se irrita e na hora da raiva chega a bater nas galinhas”, relata.
E acrescenta: “Como manter a calma de um bicho que fica preso o dia todo pra botar ovo? A gente tentava, mas dizer que funcionava…Onde trabalhei o que a gente tinha de fazer era evitar que as galinhas entrassem na ‘zona de estresse extremo’. Isso acontece quando a galinha já não quer mais comer. E galinha que não bota vai pra panela.”
A queda na produção de ovos é uma das razões pelas quais as galinhas poedeiras são abatidas – e mais cedo ou mais tarde isso ocorre com todas que produzem a maior parte dos ovos consumidos no mundo todo.
Afinal, elas também são reduzidas à carne, já que a indústria não vê sentido em manter vivo um animal que não pode mais proporcionar retorno financeiro como poedeira.
Na granja onde Tiago trabalhava havia um calendário de descarte de galinhas, e incluía todas aquelas que já não atingiam a meta mínima de produção mensal.
“Muita gente acha que galinha bota ovo pra sempre, mas galinha de granja não chega a envelhecer. Ela morre antes, porque uma hora a produção cai. Testemunhei várias vezes galinhas sendo recolhidas para abate e substituídas”, garante.
“Galinhas que ficam doentes também podem ser descartadas bem cedo. Ou porque dizem que podem contaminar as outras ou porque o investimento na saúde do animal é considerado caro e sai mais barato o descarte.”
Outra prática que Tiago Ambrósio Ferreira define como crueldade é a muda forçada – em que galinhas passam por um processo que visa a regressão do aparelho reprodutor. Isso é feito deixando galinhas em jejum alimentar e hídrico que gera um desequilíbrio hormonal.
O objetivo é estimular a produção de ovos em galinhas de baixa produtividade. O preço dessa prática que gera estresse crônico e grande sofrimento pode ser uma morte dolorosa para o animal.
Saiba Mais
Normalmente uma galinha pode viver por pelo menos dez anos, mas na indústria de ovos a expectativa de vida é de um ano a um ano e meio.
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