Você sabia que a maior parte dos animais criados para consumo passa a vida toda em confinamento? Isto porque dois terços dos 70 bilhões que vêm ao mundo com essa finalidade são submetidos ao sistema intensivo, segundo a organização World Animal Protection (WAP).
O levantamento diz respeito aos animais terrestres mais consumidos no planeta ou mais explorados com a finalidade de geração de produtos, que são as maiores vítimas do nosso sistema alimentar a partir da pecuária. Imagine como deve ser a experiência de passar a vida inteira preso.
Ser criado em um sistema intensivo é como viver dentro de uma terrível prisão e, para piorar, o espaço pode ser tão pequeno que se torna impossível manifestar movimentos e comportamentos naturais, independente de sua vontade ou necessidade.
Não é difícil encontrar exemplos dessa realidade fazendo uma breve pesquisa. Você verá animais em gaiolas, amontoados, agitados em decorrência do estresse desencadeado pelas condições de superpopulação (que pode levar ao canibalismo) – o que não é novidade também que favorece o surgimento de doenças (pense na gripe aviária e suína, por exemplo) e estimula o uso de antibióticos também como “recurso preventivo”.
Se nada disso parecer grave, pergunte-se: “Como deve ser viver nessa situação até o momento de ser colocado em um caminhão e enviado para um matadouro?” Já que é o destino comum de todos esses animais que subjugamos às nossas vontades.
Como deve ser não ter a oportunidade de conhecer outra realidade? Deveríamos continuar ignorando que tudo isso é financiado a partir de hábitos alimentares, predileções por alimentos de origem animal?
Quando pensamos em criação de animais para fins alimentícios, o que deve guiar nossa consciência não é a consideração em relação à exceção que nos pareça mais confortável, mas sim em relação àquela que condiz com a realidade comum dos animais.
E esta, sem dúvida, nos diz o tempo todo que existe algo de muito errado com o nosso sistema alimentar, que não deveria custar a vida de dezenas de bilhões de animais em um mundo em que, além de matá-los, a humanidade os submete a uma vida miserável.
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Liberdade para eles é a morte. Só assim é que se libertam.