Personagens

Maníacos de Dnepropetrovsk começaram matando animais

Um ponto de convergência em relação às suas vítimas humanas e não humanas era o estado de vulnerabilidade (Foto: Reprodução)

Talvez você já tenha ouvido falar dos Maníacos de Dnepropetrovsk, jovens condenados à prisão perpétua pela justiça ucraniana em 2009, depois de serem acusados de cometer 21 assassinatos entre junho e julho de 2007 – sem contabilizar as mortes não humanas. A história de Viktor Sayenko e Igor Suprunyuck, que à época tinham 19 anos, é apenas mais um caso de serial killers, ou seja, assassinos em série, que começaram torturando e matando animais antes de matarem humanos.

Os primeiros assassinatos cometidos por Viktor e Igor contra pessoas aconteceram no dia 25 de junho de 2007 em Dnepropetrovsk. As vítimas eram uma moça que retornava à noite para casa e um andarilho que dormia em um banco de praça. Até aquela data eles já haviam matado de forma bárbara um número indefinido de cães e gatos que encontravam pelo caminho.

Tudo indica que a falta de uma adequada legislação específica para puni-los a partir do momento que começaram a agredir e a matar animais ampliou a sensação de impunidade e os motivou a matarem pessoas também. Eles se sentiam como se fossem os “donos do destino de suas vítimas”, e neste caso a ausência de uma boa lei de proteção animal também teve consequências bastante negativas para os seres humanos.

Mesmos instrumentos usados na morte de pessoas e animais

O que também chama a atenção na história é que Viktor e Igor tinham como alvo os animais mais vulneráveis – como pequenos cães mestiços e gatos dóceis, o que foi entendido como uma manifestação de covardia. Os animais eram torturados e mortos em alguma área erma e então pendurados e fotografados como se fossem troféus.

Os instrumentos usados na morte de animais também passaram a ser usados contra pessoas – como martelos, barras e qualquer objeto ou utensílio pontiagudo. Os Maníacos de Dnepropetrovsk costumavam torturar cães e gatos, além de desfigurar suas faces, e quando começaram a matar pessoas fizeram o mesmo. Outro ponto de convergência em relação às suas vítimas humanas e não humanas era o estado de vulnerabilidade.

Embora seus crimes sejam considerados desorganizados, já que ocorriam de acordo com suas vontades, mas sem planejamento, Viktor Sayenko e Igor Suprunyuck atacavam e matavam crianças, mulheres, andarilhos, homens embriagados e idosos, ou seja, normalmente pessoas que demonstravam menor potencial de reação.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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