Não vejo como negar que quando nos alimentamos de animais ou consumimos produtos baseados em animais, infelizmente, e por uma questão cultural e irrefletida, nos voltamos somente para nós mesmos. Ou seja, para os nossos interesses.
O que existe sou eu, a minha vontade imperativa, e o que deve prevalecer é o meu desejo que abrenuncia tudo que não diz respeito à minha individualidade, ao meu prazer, à minha satisfação por mais efêmera que seja.
Um sujeito, por exemplo, que analisa um menu de uma lanchonete e escolhe um x-bacon, está optando por um alimento em vez de outro; e o seu rol de opções é limitado à disponibilidade naquele cardápio.
Ele não vai refletir sobre o fato de que a sua opção não existiria sem que alguém fosse privado de uma escolha.
Afinal, no caso do x-bacon, o porco, contra a sua vontade, teve de morrer para que um pedaço de gordura subcutânea fosse extraída de seu corpo para satisfazer o paladar humano.
Você já considerou quantos animais matamos a cada segundo apenas para garantir um prazer com duração de minutos? Muitos, acredite. Mais de 190 só nos matadouros do Brasil.
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