A Nova Zelândia aprovou uma lei que proíbe a exportação de animais vivos por via marítima. Com isso, os exportadores de gado vivo terão de se adaptar até abril de 2023, que é o prazo para a abolição da prática.
A decisão foi influenciada por um trágico acidente envolvendo a atividade no país, que resultou na morte de quase seis mil bovinos e 41 tripulantes, incluindo um médico veterinário de 25 anos, de quem não encontraram o corpo.
Em um comunicado oficial, o ministro da Agricultura, Damien O’Connor disse que banir esse tipo de exportação é importante para a reputação da Nova Zelândia como um país preocupado com a adoção de novas medidas de bem-estar animal.
O Partido Nacional da Nova Zelândia, de centro-direita, não apoiou a decisão, justificando, em comunicado, que isso significa uma grande perda econômica. Também declarou que pretende revisar a nova Lei de Emenda ao Bem-Estar Animal.
“Os animais sofrem com a exportação de animais vivos há anos. Isso não poderia esperar mais”, disse a porta-voz do Partido Verde, Chlöe Swarbrick.
Segundo O’Connor, na exportação de animais vivos por via marítima os animais têm de suportar longas viagens, aumentando sua suscetibilidade ao estresse térmico e outros riscos na contramão do bem-estar.
“Mesmo com quaisquer medidas regulatórias que possamos implementar, os tempos de viagem e a jornada pelos trópicos para os mercados do Hemisfério Norte sempre vão impor desafios.”
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