Quando um leitãozinho escapou de um barracão, ficou parado numa porção baixa de capim. O sol aqueceu seu pelo no primeiro contato com uma luz natural. É diferente, para qualquer criatura que sente.
Quem diria que não? Foi o primeiro a estar lá fora sem ser pra virar carne. O rabo, que já não tinha, era um coto que movia. Alegria? Quem sabe? Só o leitãozinho que corria. E para longe, o capim já o cobria.
Quem via o leitãozinho? Linguiça? Bisteca? Costela? Não! Não! Não! Já bem distante, o porquinho parou e olhou em volta. Não conhecia nada daquilo, nunca tinha visto.
Volteou árvores que lançavam frutas, viu outros animais, rolou, chafurdou, brincou. Então se levantou e continuou. Passou despercebido por pessoas. Tornou-se invisível para quem pudesse querer sua carne.
De repente, desistiu de continuar. Voltou e esperou anoitecer. Entrou no barracão e, por onde saiu mais cedo, conduziu outros leitõezinhos, e não só eles, todos os porcos – de diferentes tamanhos.
Lá fora, o capim cresceu até cobrir todos, e onde não havia capim, bem rápido crescia outra planta que ao longe se estendia. Mais adiante, quem os via? Não quem com má intenção os queria. Naquela madrugada tardia, não viram o sol, mas outra luz que guiava e protegia.
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