Brazilian President Jair Bolsonaro looks on during the launching ceremony of the Front Brazil Project, which aims at reducing the rates of violence in cities, at Planalto Palace in Brasilia, on August 29, 2019. (Photo by EVARISTO SA / AFP)
Esta semana, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que em 2020 o Brasil registrou o maior índice de desmatamento da Amazônia desde 2008, ultrapassando mais de 11 mil quilômetros quadrados, o que representa alta de 9,5% em relação a 2019.
Sobre o assunto, o Observatório do Clima disse que o aumento aconteceu porque o presidente Jair Bolsonaro “deixou passar a boiada”. A entidade também alertou que o país está cada vez mais distante de cumprir as metas do Acordo de Paris.
“O país está 180% acima da meta, o que o põe numa posição de desvantagem para cumprir seu compromisso no Acordo de Paris (a NDC) a partir do início do ano que vem. Devido ao aumento do desmatamento, o Brasil deve ser o único grande emissor de gases de efeito estufa a ter aumento em suas emissões no ano em que a economia global parou por conta da pandemia”, destaca o observatório.
Segundo a entidade, o Brasil deveria em 2020 ter reduzido os índices a pelo menos 3.925 quilômetros quadrados, em conformidade com a meta da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), o que não ocorreu e revelou uma falta de compromisso com a questão ambiental exatamente quando o mundo passa por um momento crítico em consequência do descaso com a natureza.
“Nada disso é uma surpresa para quem acompanha o desmonte das políticas ambientais no Brasil desde janeiro de 2019. Os números do Prodes simplesmente mostram que o plano de Jair Bolsonaro deu certo. Eles refletem o resultado de um projeto bem-sucedido de aniquilação da capacidade do Estado brasileiro e dos órgãos de fiscalização de cuidar de nossas florestas e combater o crime na Amazônia. É o preço da ‘passagem da boiada’”, critica o Observatório do Clima, em referência ao fato de que a maior parte do desmatamento no país está associado à agropecuária.
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He he he, falouuuuu.