No último sábado, 16, foi celebrado o Dia Mundial do Pangolim, data que lembrou não apenas a existência de um animal pré-histórico que habita a Terra há mais de 80 milhões de anos, mas que hoje, entre os mamíferos, é a maior vítima do tráfico de animais silvestres no mundo, de acordo com a African Wildlife Foundation.
Somente nos últimos 18 anos, mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores. Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões vitimados pela caça, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos.
Só em julho do ano passado, o Departamento de Alfândegas e Impostos de Hong Kong encontrou sete toneladas de escamas de pangolim em um contêiner que chegou partindo da África. Essa triste realidade de caçadas incessantes e implacáveis permite classificá-los como animais ameados de extinção, segundo a Fundação Família Ichikowitz, que deve inaugurar este ano na África do Sul o Pangalorium, um santuário para pangolins.
Hoje, as oito espécies de pangolins, quatro originárias da África e quatro da Ásia, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na medicina tradicional asiática, mesmo sem comprovação científica de benefícios.
Distante da má intervenção humana, o pangolim, que é noturno e vive no subsolo e em áreas fechadas como cavernas, não sofre grandes riscos porque ele não tem um predador natural. Além disso, suas escamas são tão duras que nem mesmo um leão adulto consegue penetrá-las. Sendo assim, aparentemente o seu único inimigo é o ser humano.
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