Ameaçados de extinção, os pangolins estão na Terra há mais de 80 milhões de anos. Embora não seja possível quantificar quantos desses mamíferos pré-históricos cobertos por escamas vivem hoje no planeta, tem se tornado cada vez mais difícil encontrá-los. Apenas de 2000 até o final de 2018, mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores.
Só em julho do ano passado, o Departamento de Alfândegas e Impostos de Hong Kong realizou a segunda maior apreensão de escamas de pangolim da década. Fiscais encontraram sete toneladas de escamas em um contêiner que chegou a Hong Kong partindo da África. O destino era a província de Guangdong, na China continental. A mercadoria foi avaliada em um valor equivalente a quase 1,7 milhão de reais.
Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões mortos por caçadores, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos. Isso permite classificá-los como animais ameados de extinção, segundo a Fundação Família Ichikowitz, que está criando na África do Sul o Pangalorium, um santuário para pangolins que também deve contar com um centro médico de pesquisas, já que até hoje pouco se sabe sobre as doenças, parasitas e outros problemas que acometem esses animais.
Distante da má intervenção humana, o pangolim, que é noturno e vive no subsolo e em áreas fechadas como cavernas, não sofre grandes riscos porque ele não tem um predador natural. Além disso, suas escamas são tão duras que nem mesmo um leão adulto consegue penetrá-las. Sendo assim, aparentemente o seu único inimigo é o ser humano.
Hoje, mais do que nunca, as oito espécies de pangolins, quatro originárias da África e quatro da Ásia, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na medicina tradicional asiática, mesmo sem comprovação científica de benefícios.
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