Uma pesquisa da Transparency Market Research (TMR) divulgada na segunda-feira (27) destaca o potencial das vacinas sem substâncias de origem animal. Isso inclui menor custo, maior facilidade no transporte e menor risco de prejuízo em decorrência do armazenamento inadequado, já que não têm a demanda por refrigeração das vacinas convencionais.
“Há um aumento da conscientização sobre os benefícios das vacinas à base de plantas a partir do aumento das doenças infecciosas no mundo. Isso deve levar a um crescimento substancial desse mercado no período 2021-2031”, informa a TMR.
A pesquisa estima que o mercado pode chegar a um valor de US$ 2,34 bilhões até 2031. “São fáceis de armazenar e as instalações de produção podem ser expandidas sem complicações.” Ou seja, há diversos fatores que estão contribuindo para o crescente interesse dos laboratórios em vacinas sem substâncias de origem animal.
Os analistas da TMR apontam que o mercado global terá uma taxa de crescimento anual composta de 7,38%. “Doenças como ebola, zika e covid-19 estão impulsionando a necessidade de produção em grande escala de vacinas à base de plantas.”
Entre as técnicas que estão sendo utilizadas no processo de desenvolvimento estão sonificação, eletroporação e biolística. “Esses aspectos devem ter um impacto profundo”, frisa a pesquisa, acrescentando que as vacinas sem substâncias de origem animal não apenas demandam menos recursos financeiros como também podem ser produzidas em menos tempo.
A pesquisa cita que hoje há pesquisadores desenvolvendo uma vacina à base de plantas a preço acessível em Botswana. “Tais desenvolvimentos agregam valor à trajetória de crescimento do mercado de vacinas plant-based”.
Além disso, hoje uma das prioridades desse mercado é desenvolver opções sem substâncias de origem animal para combater diferentes tipos de gripe.
“A vacina quadrivalente contra influenza (QIV) da Medicago é um exemplo clássico. A vacina está atualmente sob revisão das autoridades de saúde e estimula uma resposta imunológica celular balanceada contra várias cepas de influenza. Desenvolvimentos semelhantes irão garantir perspectivas de crescimento substanciais para o mercado de vacinas à base de plantas.”
Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo:
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…