Em entrevista concedida à Rádio Câmara, o pesquisador da Embrapa Pantanal, Walfrido Moraes Tomas, disse que a pior previsão para o Pantanal, bioma que vem sendo castigado pelo grande número de incêndios florestais, é de um futuro em que a temperatura média pode subir mais sete graus.
Esse aumento seria agravado por uma redução de 30% do nível de chuvas em relação à média. Hoje o Pantanal já vive uma realidade bastante preocupante – de temperatura de 40 graus e umidade abaixo de 20%.
Também em entrevista à Rádio Câmara, o professor Claumir César Muniz, da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), disse que o Pantanal já perdeu 16% de área úmida nos últimos dez anos. Segundo ele, o bioma está encolhendo e o número de áreas suscetíveis ao fogo segue em crescimento.
“Veja que em 2020 o número de focos já passou qualquer outro ano que nós tínhamos registrado na nossa série desde 98. Ou seja, 2020 está sendo o ano extremo pior que nós já tivemos”, avaliou o pesquisador e coordenador substituto do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer.
Vale lembrar que os focos de incêndio que estão devastando o Pantanal, e que somaram 8.106 somente em setembro, tiveram início em fazendas de criação de gado da região. Para saber mais a respeito, clique aqui.
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Não apenas para o Pantanal, 2020 tem sido o pior ano, para todos os terráqueos também. Uma tragédia anunciada, essa, de catástrofes ambientais exacerbadas, desgovernos e governos sem noção, apocalipses, pandemias, desempregos, mortes de humanos e animais, poluição verbal, atmosférica e sonora, como se o próprio Céu não estivesse podendo controlar tantos infernos nossos, em catadupas de tragédias por nossas mãos humanas concebidas na insensatez e na irreflexão. No entanto, embora não sendo bons, não somos maus. Diante da Amazônia devastada e do Pantamal consumido, dos animais calcinados como galhos de árvore retorcidos, somos capazes de chorar de verdade, porque embora nem sempre sejamos verdadeiros, não somos mentirosos.