Em recente expedição da National Geographic à ilha Geórgia do Sul, perto da Antártida, onde há milhares de animais como focas e pinguins, mas apenas algumas dezenas de seres humanos, o fotógrafo Jeff Mauritzen encontrou um pinguim-rei que sofreu mutação.
Segundo a National Geographic, o pinguim foi visto em uma manhã chuvosa e, e assim que o tempo clareou por dez minutos, Mauritzen conseguiu registrar algumas fotos. O animal passou por um tipo de mutação que interfere na pigmentação.
Segundo o ornitólogo Hein van Grouw, do Museu de História Natural de Tring, no Reino Unido, no caso do pinguim-rei isso é consequência de um gene recessivo envolvido da produção de eumelanina, o pigmento responsável pelas cores preta, cinza e marrom nas penas.
A mutação causa a incompleta oxidação do pigmento, e o torna sensível à luz do sol, que gradualmente descora as penas até que se tornem um branco “quase sujo”. “Você também pode ver que as outras penas não foram afetadas, já que essa cor não é derivada da melanina, mas de carotenoides, que não são afetados pela mutação marrom”, diz a bióloga da Unisinos, Júlia Finger.
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