Categorias: NotíciasPolítica

PL que visa retorno dos rodeios a Taubaté (SP) será votado no dia 5

Recentemente as médicas veterinárias Márcia de Sousa Carvalho e Maria Eugenia Carretero apresentaram um laudo constatando a violência dos rodeios no interior de São Paulo

No dia 5 de outubro será votado na Câmara Municipal de Taubaté (SP) o Projeto de Lei 26/2022, do vereador Alberto Barreto (PRTB), que visa revogar a proibição dos rodeios em Taubaté (SP), em vigência desde março de 2018 por meio da Lei Complementar 427, do então vereador Bilili de Angelis.

Barreto alega que o rodeio é “uma manifestação cultural nacional e bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro” e sustenta que “não podem ser consideradas cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais”.

Contra o retorno dos rodeios, a ativista Mariana Bedesco Zampieri, do projeto Crueldade Equestre, criou um abaixo-assinado no site Change.org para pressionar os vereadores que participarão da votação do dia 5 para não aprovarem a proposta de Alberto Barreto, que visa atender aos interesses de quem lucra com a exploração de animais como entretenimento.

“Os animais utilizados em provas de rodeio são submetidos a instrumentos, esforço, movimentos e outras ações que causam dor, sofrimento e lesões. Tal fato é comprovado por vários laudos e estudos”, frisa a ativista, que disponibilizou links para quem quiser conferir esses laudos e estudos.

Vale lembrar que recentemente um laudo elaborado pelas médicas veterinárias Márcia de Sousa Carvalho e Maria Eugenia Carretero comprovou maus-tratos durante a realização do Morungaba Rodeo Fest 2022, em Morungaba (SP).

“As médicas veterinárias Maria Eugenia Carretero, mestre e doutora em patologia animal, perita judicial, e Márcia de Sousa Carvalho concluem que os animais estavam em condições de estresse físico e emocional grave associado à presença de instrumentos usados para golpear os animais. E há evidência de golpes sem instrumentos culminando em maus-tratos físicos e emocionais irreparáveis à espécie”, consta no documento.

Clique aqui para ter acesso ao abaixo-assinado.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago