Notícias

Mercado de produtos de beleza veganos deve ultrapassar US$ 3,5 bi em vendas este ano

“O mercado de produtos de beleza veganos está crescendo, em paralelo com a sempre crescente aversão do consumidor por produtos de origem animal devido a razões ambientais e éticas”, destaca a Fact.MR (Foto: Getty)

O mercado global de produtos de beleza veganos deve ultrapassar 3,5 bilhões de dólares em vendas este ano, segundo relatório divulgado hoje pela Fact.MR, empresa de pesquisa global de mercado. Um aumento considerável em relação aos 3,3 bilhões alcançados em 2018.

A pesquisa aponta que a “proliferação do veganismo” tem chegado ao universo dos produtos de beleza, ampliando a demanda por produtos mais naturais e éticos.

“O mercado de produtos de beleza veganos está crescendo, em paralelo com a sempre crescente aversão do consumidor por produtos de origem animal devido a razões ambientais e éticas”, destaca a Fact.MR.

E reforça: “O crescente desejo de comprar produtos que atendam à questão acima mencionada, sem comprometer a qualidade, está alimentando o crescimento do mercado de produtos veganos.”

O relatório enfatiza também que com o número crescente da população se adaptando a um estilo de vida vegano, as empresas também são encorajadas a se adaptarem.

Conforme a pesquisa, o aumento do consumo ético está se traduzindo em uma transição massiva para produtos livres de crueldade, sem nenhum derivado animal e livre de testes em animais, favorecendo o crescimento desse mercado até 2028.

Entre os produtos que este ano devem alcançar número recorde de vendas estão os de cuidados com a pele, incluindo cremes, loções, esfoliantes – com uma estimativa de vendas de um bilhão de dólares até o final de 2019.

De acordo com a Fact MR., a convergência da indústria da beleza com o veganismo deve se ampliar ainda mais, já que a tendência é os consumidores monitorarem cada vez mais até que o ponto os produtos de beleza adquiridos são éticos.

Segundo o relatório, há uma preocupação da indústria de produtos de beleza veganos em excluir ingredientes comuns em produtos convencionais como parabenos e glúten.

O que tem favorecido também esse mercado são as lojas virtuais, já que a compra de muitos desses produtos é feita online.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

2 semanas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

3 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

1 mês ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago