O 1000 Vegan Project, uma iniciativa que visa a popularização da comida vegana no Japão, anunciou neste mês de agosto que o seu trabalho tem possibilitado levar refeições sem ingredientes de origem animal para mais de mil locais.
Coordenada pelo chef Hitoshi Sugiura, a iniciativa tem um compromisso de promoção da sustentabilidade, de ações que beneficiem o meio ambiente global.
“Nosso objetivo é expandir para atividades globais vinculadas aos [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] ODS em colaboração com as empresas e organizações que nos apoiam”, informa Sugiura.
O trabalho visando uma mudança de consciência alimentar teve início quando o chef japonês levou refeições veganas para 276 lares de idosos no Japão em 2020.
Nesses locais, ele também distribuiu folhetos aos residentes e falou sobre os benefícios de uma dieta à base de vegetais.
Patrocinado pela Associação Japonesa de Restaurantes Sustentáveis, o projeto tem sido bem recebido no país, segundo Hitoshi Sugiura.
Em 2021, há um crescente número empresas entrando em contato com o 1000 Vegan Project, interessadas em oferecer opções veganas.
“Por meio da alimentação cotidiana, somos capazes de fornecer soluções que contribuam com o meio ambiente. Além disso, estamos desenvolvendo outras ideias.”
Segundo informações do site do projeto, por meio de parcerias, já foram preparadas 109.382 refeições veganas. O número é positivo, mas Sugiura reconhece que há um longo caminho a percorrer.
“Estudos mostram que as dietas veganas são eficazes na redução do colesterol, pressão arterial e IMC, assim como na redução das chances de desenvolvimento de câncer e de doenças cardíacas”, informa o 100 Vegan Project em seu site, que traz referências para essas afirmações.
“O gás metano emitido pela fermentação digestiva do gado para a produção de carne (arroto, etc.) tem um efeito estufa cerca de 25 vezes maior do que o dióxido de carbono e é um fator importante para o aquecimento global. Nos últimos anos, as emissões no Japão têm diminuído devido a melhorias na alimentação, mas novas opções são necessárias.”
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