Esta semana o coordenador-substituto do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer, disse na Câmara dos Deputados que de janeiro a 29 de setembro o Pantanal sofreu um aumento de 195% em queimadas em relação a 2019.
Os dados são considerados ainda mais alarmantes porque de 2018 a 2019 a região já teve um aumento de 320% em queimadas.
Além disso, a área do Pantanal já castigada pelo fogo chegou a 23% de todo o seu território no último dia 27, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
No total, segundo o Inpe, foram 8.106 focos de incêndios só em setembro, superando o recorde histórico mensal registrado em agosto de 2005, quando o Pantanal teve 5.993 focos.
E para piorar, em uma comparação com a média mensal de 1.944 focos, isso significa que em setembro o Pantanal teve um aumento de 417% em queimadas.
Vale lembrar também que os focos tiveram início em fazendas de criação de gado da região, e que estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Para saber mais a respeito, clique aqui.
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