O mais novo relatório do Stand.earth, antigo ForestEthics, grupo que há mais de 20 anos dedica-se à pesquisa sobre questões ambientais, aponta a relação entre couro, desmatamento no Brasil e marcas famosas.
Embora a JBS seja a maior exportadora de couro, e a empresa que tem maior associação com o desflorestamento, o problema é destacado como endêmico em toda a indústria brasileira de couro. “Não é apenas um problema que envolve a JBS”, informa o relatório.
A publicação revela que há empresas que escondem-se atrás do Leather Working Group ou de outras iniciativas que prometem maior alinhamento com a preservação ambiental. No entanto, nenhuma empresa garante cadeias de fornecimento de couro sem desmatamento.
O Stand.earth explica que o LWG apenas rastreia o couro dos curtumes até os matadouros, não até as fazendas de onde saíram os animais. Também não fornece qualquer informação sobre se o abatedouro está ou não ligado ao desmatamento.
“Nós analisamos quase 500 mil linhas de dados alfandegários de múltiplos fornecedores de dados, e cruzamos esses dados com dados coletados de outras fontes para identificar cadeias de fornecimento ocultas ligando marcas de sapatos e moda ao desmatamento da floresta amazônica.”
O Brasil, que tem o maior rebanho bovino do mundo, de 218,2 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), exporta couro para China, Itália, Vietnã, Taiwan, Índia, Estados Unidos, Tailândia e Nigéria – em ordem do maior para o menor comprador do couro brasileiro.
O couro exportado pela JBS é enviado para a China que compra 41,6% do couro exportação nacional. Em segundo lugar está a Minerva, que exporta para a Itália – segundo maior mercado internacional do couro brasileiro. Na sequência estão Vancouros, Fuga Couros, Dulicouros e Viposa.
“Nossa pesquisa se concentrou no rastreamento do couro exportado pela JBS do Brasil, começando com os clientes de primeira linha da JBS (ou seja, curtumes). A análise também capturou as exportações de couro de todos os seis maiores exportadores, excluindo as empresas de logística, para esses mesmos curtumes.”
Como a pesquisa ainda não teve fim, o Stand.earth informa que até agora identificou mais de 400 conexões individuais de cadeias de fornecimento entre várias empresas – curtumes no Brasil, beneficiadores de couro em vários países e fabricantes de produtos e marcas de calçados/moda no mundo todo.
“Por enquanto, estas conexões referem-se a 103 marcas pertencentes a 74 empresas. Embora cada conexão individual não seja prova absoluta de que qualquer das marcas utilize couro de desmatamento, demonstra que muitas delas correm risco muito alto de contribuir com a destruição da floresta amazônica.”
Consta no relatório que 22 das 74 empresas (30%) estão potencialmente violando suas próprias políticas contra a utilização de couro proveniente de desmatamento. Os outros dois terços não possuem qualquer política a esse respeito. Em breve, será lançado um website interativo incluindo 130 marcas, suas empresas-matrizes e dados completos de cadeia de fornecimento e referências de fontes.”
Entre as marcas citadas com múltiplas conexões com o desmatamento da Amazônia, o que significa mais alto risco, estão Adidas, Reebok, Nike, Fila, Asics, Puma, Zara, Ralph Lauren, Prada, Lacoste, Tommy Hilfiger, Calvin Klein, H&M, etc.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…