Não deveria ser novidade para ninguém que o sistema intensivo em que são criados muitos animais com fins de consumo também é o que é hoje graças à contribuição das grandes redes de fast-food.
Afinal, foi com o “boom do fast-food”, aliado a um grande aumento da demanda global por produtos de origem animal, que também se tornou mais comum criar animais em um novo regime de confinamento, envolvendo muito mais privação que precede a morte.
Agora, estamos perto de terminar 2020, e mesmo empresas com um longo histórico de alegação de suposta preocupação com o “bem-estar animal” deixam claro mais uma vez que essa nunca foi realmente uma preocupação, e que, portanto, o melhor caminho é não se alimentar de animais.
Um exemplo que reforça isso é um relatório divulgado este mês pela organização Proteção Animal Mundial, apontando que das grandes cadeias de fast-food, Habib’s, Domino’s, Pizza Hut, Burger King, Nando’s e McDonald’s obtiveram as piores pontuações em relação às suas cadeias de fornecimento de frango. Ou seja, são as que mais financiam a crueldade contra esses animais.
No relatório “Botando Ordem no Galinheiro 2020”, a Proteção Animal Mundial destaca que a carne adquirida por essas empresas é proveniente de animais submetidos à superlotação, mantidos em galpões abarrotados com dezenas de milhares de frangos, e que passam a maior parte de suas vidas sentados ou deitados sobre os próprios dejetos.
“Muitos têm de viver em um espaço menor do que uma folha de papel A4”, cita a organização e acrescenta que não há espaço para se empoleirar, abrir, as asas, explorar ou tomar banho de areia.
“A alta lotação umedece e sobre camadas de fezes e material orgânico úmido e rico em amônia, as aves passam a ter queimaduras, erupções cutâneas e problemas nos pulmões e olhos.”
Além disso, viver em superlotação gera problemas de locomoção, doenças de pele e favorece um comportamento agressivo.
Outros problemas incluem desenvolvimento precoce para atender essas cadeias, já que os frangos são abatidos com apenas 40 dias.
Esta, segundo a organização, é a realidade que se estende a pelo menos 40 bilhões de frangos por ano e, claro, não inclui apenas redes de fast-food.
Clique aqui para ler ou baixar o relatório completo.
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