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Joaquin Phoenix compra direitos de filmagem de livro sobre libertação animal

Foto: Animal Liberation Front

O ator vegano Joaquin Phoenix comprou os direitos de filmagem do livro “Free the Animals: The Amazing True Story of the Animal Liberation Front in North America”. Na edição de 30 anos, Phoenix assina o prefácio da obra escrita pela presidente da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), Ingrid Newkirk.

O livro sobre a história da Animal Liberation Front (ALF) na América do Norte apresenta Valerie, uma jovem policial que vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando seu departamento cumpre um mandado de busca e apreensão que culmina no resgate de um grupo de macacos usados em um laboratório de testes em animais.

Segundo o livro, Valerie encontra pessoas dispostas a arriscarem a liberdade para salvar animais – mesmo que isso signifique desafiar o sistema por meio de ações diretas e ilegais.

“Sim, ‘Free the Animals’ é sobre os heróis de balaclava que quebram janelas e leis para salvar animais, mas também é sobre todos. É um chamado para todos nós agirmos – seja empunhando pés-de-cabra e alicates ou pegando uma caneta ou uma placa. Cada um de nós pode e deve lutar contra a injustiça e fazer pressão pela libertação animal sempre que tivermos a chance”, escreveu Joaquin Phoenix no prefácio.

“Talvez eu não consiga colocar uma câmera escondida em um laboratório da Universidade Johns Hopkins, onde corujas estão sendo mutiladas, ou no Centro Nacional de Pesquisa de Primatas do Oregon, onde macacos estão sendo eletroejaculados, mas posso usar minha voz para narrar as filmagens.”

Phoenix também diz que pode não ser capaz de fazer buracos em redes de pesca em alto mar. “Mas posso me ‘afogar’ em um tanque de água em um vídeo da PETA para incentivar as pessoas a terem empatia pelos peixes. E não posso salvar todas as vacas de serem ordenhadas até a morte, mas posso salvar Indigo e Liberty.”

Os animais foram resgatados por Phoenix de um matadouro de Los Angeles logo após sua vitória no Oscar como intérprete do Coringa.

“Uma noite, juntei-me a pessoas da LA Animal Save que estavam fazendo uma vigília do lado de fora de um matadouro. Oferecemos um gole de água, palavras de conforto e um toque suave aos porcos nos caminhões de transporte que pararam antes de atravessarem os portões. É de partir o coração olhar nos olhos desses indivíduos e imaginar o que eles devem estar sentindo, perceber que provavelmente estávamos oferecendo a eles a única gentileza que eles já conheceram e que, em alguns momentos, suas vidas chegariam a um fim violento”, relata.

E continua: “O que aconteceu depois daquela noite foi incrível. Encontrei-me com o dono de um matadouro e ele concordou em permitir que eu e meus amigos dos direitos animais levássemos uma vaca mãe e seu bezerro de uma semana. Pedimos a ele que poupasse suas vidas e ele o fez. Então Indigo e sua mãe, Liberty escaparam do que parecia inevitável para viver o resto de suas vidas em paz e segurança.”

Phoenix revela que às vezes perguntam por que ele vai a vigílias em matadouros ou por que não compra lã ou couro. “A resposta é simples. Eu vi a tortura e a matança que ocorre quando alguém pega – rouba – o que por direito pertence a outro ser vivo. Tira o que é deles de suas costas ou os mata para que partes de seu corpo possam ser comidas ou vestidas. Eu vi o horror e o medo em que os animais de laboratório vivem simplesmente porque eles não são protegidos da curiosidade humana e há dinheiro envolvido em engaiolá-los para testar coisas”, explica.

“Sabendo de tudo isso, tenho a obrigação moral de agir. E sei que foi assim que os heróis deste livro, ‘Free the Animals’, também se sentiram.”

Para Joaquin Phoenix, as imagens de vídeo, fotografias, arquivos e registros condenatórios reunidos pelos ativistas da Animal Liberation Front durante arrombamentos mostram uma realidade que não pode ser ignorada – porcos deitados em sua própria sujeira em baias apertadas, incapazes de alcançar seus filhotes; gatos com elétrodos na cabeça, macacos usados em testes de colisão e muito mais.

“Às vezes as pessoas perguntam como posso apoiar um grupo de infratores da lei. Minha resposta é uma citação do presidente John F. Kennedy: ‘Aqueles que tornam a revolução pacífica impossível tornarão a revolução violenta inevitável’. Bem, a ALF nunca prejudicou nenhum ser vivo, mas agem porque não há pessoas suficientes fazendo coisas legalmente para acabar com a injustiça imposta aos animais. Então, o que cada um de nós pode fazer à sua maneira para trazer a libertação animal?”, argumenta.

“Por favor, junte-se a mim. Pergunte a si mesmo o que eu me pergunto: ‘O que posso fazer hoje para parar a supremacia humana, parar o especismo, ajudar os animais a serem respeitados por quem são?’”

Saiba Mais

A edição de 30 anos do livro “Free the Animals” será comercializada a partir do dia 5 de maio e estará disponível na Amazon.

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David Arioch

Jornalista e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário (MTB: 10612/PR)

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