Afonso Motta (RS), Félix Mendonça Júnior (BA), Idilvan Alencar (CE), Jesus Sérgio (AC), Pedro Augusto Bezerra (CE) e Pompeo de Mattos (RS) são os deputados federais do Partido Democrático Trabalhista (PDT) que, contrariando a recomendação do diretório nacional de apoiar a obstrução de uma votação a favor de rodeios, vaquejadas e provas de laço em 2019, optaram por apoiar a proposta legislativa que deu origem à Lei 13.873/2019, reconhecendo essas práticas como “patrimônio cultural imaterial” do Brasil.
Além dos seis, Damião Feliciano (PB) e Fábio Henrique (SE), hoje no União; Silvia Cristina (RO), hoje no Partido Liberal (PL); e Subtenente Gonzaga (MG), hoje no Partido Social Democrático (PSD), também contrariam a recomendação e apoiaram o PL que enaltece o uso de animais como entretenimento.
Importante também é lembrar que recentemente o deputado federal Jesus Sérgio (AC) apoiou outra proposta prejudicial aos animais. Como relator da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, ele emitiu parecer favorável ao Projeto de Lei 1346/2021, do deputado Reinhold Stephanes Junior (PSD-PR), que favorece a criação e comercialização de aves de espécies nativas, exóticas e domésticas para fins ornamentais, de canto ou como animal de estimação.
“No mérito econômico, entendemos que a legalização da atividade traria múltiplos benefícios. Em primeiro ponto permitiria a criação de um novo mercado dentro da economia brasileira, inclusive com alto potencial exportador, tendo em vista a riqueza e singularidade da fauna ornitológica brasileira, com cerca de 20% das espécies de aves existentes no mundo”, justificou Sérgio.
E continuou: “Ainda no que tange aos benefícios ambientais, caso houvesse os devidos cuidados, imaginamos que a aprovação do projeto contribuiria para a preservação de espécies. Assim pensamos neste último ponto porque as espécies em risco de extinção teriam forte incentivo à reprodução, tendo em vista que a lógica econômica pressupõe alta valorização do que é escasso. Ressaltamos a suposição de que a iniciativa privada seja muito melhor sucedida que o poder público na preservação de espécies em risco.”
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