Carnes, ovos e laticínios sobre a mesa. Tudo está ao seu alcance de forma palatável, atrativa, simplificada e até mesmo romântica, bastando apenas consumir.
Não há necessidade de direcionar os seus olhos para o que come, já que o paladar é facilmente satisfeito por um estímulo sensorial baseado no aroma e no sabor.
São exemplos como esse que perenizam a capciosa ideia de que se alimentar de animais é meramente uma questão de opção.
É muito fácil defender essa ideia quando não temos qualquer contato com a impossibilidade de escolha que compõe o cenário inclemente da realidade animal não humana.
Sendo assim, quando falamos em consumo de alimentos e outros produtos de origem animal enquanto opção, estamos também deixando claro que não interessa a ausência de escolhas que não diz respeito a nós.
Em síntese, subsiste uma defesa consciente ou inconsciente da arbitrariedade e da iniquidade em relação à vida animal não humana.
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