Meio Ambiente

Sea Shepherd volta a proteger mamífero marinho mais ameaçado de extinção

Segundo a Sea Shepherd, restam menos de 20 vaquitas no mundo (Fotos: Sea Shepherd/Divulgação)

Em outubro, a Sea Shepherd retornou ao norte do Golfo da Califórnia, no México, para proteger o mamífero marinho mais ameaçado de extinção. Segundo a organização, que teve de se afastar temporariamente da região em decorrência de desafios logísticos impostos pela pandemia de covid-19, hoje restam menos de 20 vaquitas vivas.

“Estamos trabalhando ao lado de autoridades mexicanas e membros da comunidade local para recuperar as redes da emalhar ilegais que ameaçam a sobrevivência da vaquita”, informa. Segundo a Sea Shepherd, a necessidade de sua presença no golfo é mais urgente do que nunca.

“Cada rede retirada é uma arma desarmada, dando esperança de que a vaquita possa ser salva nessa corrida contra a extinção”, diz o diretor de campanhas da Shea Shepherd, Peter Hammarstedt.

As redes são uma grande ameaça porque costumam ter centenas de metros de comprimento, formando barreiras impenetráveis sob a água, o que dificulta muito a sobrevivência de animais marinhos como a vaquita.

“Os caçadores furtivos colocam redes de emalhar na área para capturar totoaba, uma espécie protegida de peixe cujas bexigas natatórias são muito procuradas no mercado ilegal chinês. As vaquitas, que têm aproximadamente o mesmo tamanho que os totoabas, ficam presas nessas redes ilegais e acabam mortas em consequência da captura acidental.”

Em tempos de pandemia, a capitã da Sea Shepherd Jacqueline Le Duc conta que estão tomando todas as precauções para garantir a segurança da tripulação e dos voluntários.

“Nossos navios estão totalmente abastecidos com equipamentos de proteção individual e estamos realizando as operações de acordo com as diretrizes estabelecidas por nosso Conselho Consultivo Médico. A luta para salvar uma espécie deve continuar, mesmo durante estes tempos desafiadores.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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