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Senado italiano vota a favor do fechamento das últimas fazendas de peles

Foto: Jo-Anne McArthur

O Senado italiano votou ontem (21) a favor de uma alteração na lei orçamentária que garante o fechamento das dez últimas fazendas de peles do país em seis meses. Além disso, estabelece uma proibição definitiva da criação de animais com essa finalidade.

A organização Humane Society International (HSI) que fez campanha pela proibição diz que apresentou alternativas sustentáveis por meio do relatório “Criação de visons na Itália: mapeamento e perspectivas futuras”.

“A decisão ainda requer uma aprovação final do Parlamento, e esperamos que a Itália seja o 16º país da Europa a proibir a produção de peles. Muitos designers italianos já não usam peles”, frisa a HSI.

A proposta de proibição ganhou força por meio de parlamentares como Michela Vittoria Brambilla, que lançou a ação política para implementar uma estratégia de conversão, e Loredana de Petris, que apresentou formalmente a emenda.

“É uma vitória histórica para a proteção animal na Itália e a HSI Europa está imensamente orgulhosa porque nossa estratégia desempenhou um papel central no desmantelamento dessa indústria cruel e perigosa no nosso país”, diz a diretora da HSI International na Itália, Martina Pluda.

“A melhor vitória em 30 anos”

“Há razões muito claras de ordem econômica, ambiental, de saúde pública e, claro, de bem-estar animal para fechar e proibir as fazendas de peles. A votação reconhece que permitir a criação em massa de animais silvestres para a indústria da moda representa um risco para animais e pessoas, e que não pode ser justificado pelos benefícios econômicos limitados a uma minoria.”

Com a aprovação final e sanção, a proibição passará a valer em 30 de junho de 2022, tornando crime a criação de visons, raposas, guaxinins e chinchilas, que são as vítimas da indústria de peles na Itália.

Além disso, essa é a data-limite para o fechamento das últimas fazendas. Os proprietários serão indenizados por meio de um fundo do Ministério da Agricultura que destinará a eles um total de três milhões de euros.

“É a melhor vitória em trinta anos de batalha pelos direitos dos animais. Finalmente uma votação parlamentar colocará fim ao sofrimento indizível infligido aos animais apenas em nome do lucro e da vaidade”, comemora a parlamentar Michela Vittoria Brambilla, presidente do Intergrupo Parlamentar para os Direitos Animais e da Liga Italiana para a Defesa dos Animais e do Meio Ambiente.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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