A male mink at a fur farm. Sweden, 2010. Photographer and activist Jo-Anne McArthur has been photographing and documenting the fur-farming trade, animal conditions and environment since 2009 throughout Canada and Europe. These images depict the atrocious conditions and animal cages at the fur-farms and deplorable state of the animals themselves. Keywords: animal cruelty, humane society international, canada, europe, wildlife, fur-trade, fur-farming, fur-free, fur in fashion, captive wildlife These photographs make up part of an anti-fur campaign, organized by the Animal Rights Alliance of Sweden.
O Senado italiano votou ontem (21) a favor de uma alteração na lei orçamentária que garante o fechamento das dez últimas fazendas de peles do país em seis meses. Além disso, estabelece uma proibição definitiva da criação de animais com essa finalidade.
A organização Humane Society International (HSI) que fez campanha pela proibição diz que apresentou alternativas sustentáveis por meio do relatório “Criação de visons na Itália: mapeamento e perspectivas futuras”.
“A decisão ainda requer uma aprovação final do Parlamento, e esperamos que a Itália seja o 16º país da Europa a proibir a produção de peles. Muitos designers italianos já não usam peles”, frisa a HSI.
A proposta de proibição ganhou força por meio de parlamentares como Michela Vittoria Brambilla, que lançou a ação política para implementar uma estratégia de conversão, e Loredana de Petris, que apresentou formalmente a emenda.
“É uma vitória histórica para a proteção animal na Itália e a HSI Europa está imensamente orgulhosa porque nossa estratégia desempenhou um papel central no desmantelamento dessa indústria cruel e perigosa no nosso país”, diz a diretora da HSI International na Itália, Martina Pluda.
“Há razões muito claras de ordem econômica, ambiental, de saúde pública e, claro, de bem-estar animal para fechar e proibir as fazendas de peles. A votação reconhece que permitir a criação em massa de animais silvestres para a indústria da moda representa um risco para animais e pessoas, e que não pode ser justificado pelos benefícios econômicos limitados a uma minoria.”
Com a aprovação final e sanção, a proibição passará a valer em 30 de junho de 2022, tornando crime a criação de visons, raposas, guaxinins e chinchilas, que são as vítimas da indústria de peles na Itália.
Além disso, essa é a data-limite para o fechamento das últimas fazendas. Os proprietários serão indenizados por meio de um fundo do Ministério da Agricultura que destinará a eles um total de três milhões de euros.
“É a melhor vitória em trinta anos de batalha pelos direitos dos animais. Finalmente uma votação parlamentar colocará fim ao sofrimento indizível infligido aos animais apenas em nome do lucro e da vaidade”, comemora a parlamentar Michela Vittoria Brambilla, presidente do Intergrupo Parlamentar para os Direitos Animais e da Liga Italiana para a Defesa dos Animais e do Meio Ambiente.
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