Notícias

Startup britânica tem como missão reduzir custos da carne cultivada

“É mais saudável, não requer antibióticos e é cultivada em um ambiente estéril sem contaminantes”, diz a Multus Media (Foto: Divulgação)

A Multus Media, uma startup britânica de biotecnologia que produz alternativas ao soro fetal bovino, entrou no mercado para oferecer um produto que permita acelerar o desenvolvimento da carne cultivada, ou seja, livre do abate de animais.

A prioridade hoje é aprimorar a alternativa ao soro fetal para favorecer uma redução de custos que permita à carne cultivada competir com a carne convencional o mais rápido possível.

Segundo a startup, o produto, que consiste em um líquido baseado em proteínas e vitaminas, é um determinante fator de desenvolvimento da carne livre de abate, já que 80% dos custos de produção se concentram exatamente no meio de crescimento.

“A carne cultivada é o alimento do futuro. Com essa nova carne, não teremos que abater milhões de animais todos os anos para atender nossa crescente demanda por proteína. Também é mais saudável, não requer antibióticos e é cultivada em um ambiente estéril sem contaminantes”, diz a Multus Media.

Grande redução em impacto ambiental

A startup também classifica a carne cultivada como um dos meios mais poderosos de mitigação da crise climática. “Esse cultivo de carne libera até 87% menos gases de efeito estufa do que a carne convencional e usa apenas uma fração da terra e da água.” Isso significa uma utilização de recursos naturais de 96 a 99% menor.

“Usamos uma plataforma para otimizar uma variedade de proteínas de fator de crescimento para atender aos requisitos de diferentes tipos de células de animais em escala. Adotando uma abordagem estatística e baseada em dados, projetamos meios de crescimento sem animais que são personalizados para diferentes tipos de células”, informa.

E acrescenta: “Com capacidade para atender aos requisitos de escala e custos, podemos fornecer aos nossos clientes as ferramentas para competir no mercado. Nossa missão é permitir que a indústria de carne cultivada floresça através do desenvolvimento de proteínas personalizadas e de meios de crescimento para uma cultura de células eficiente.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

2 semanas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

3 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

4 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago