Li uma matéria relativamente antiga da revista Super Interessante. Eu não sabia que eles já tinham publicado textos tendenciosos sobre vegetarianismo. Talvez porque eu não seja muito fã de revistas.
A matéria se chama “Fôssemos vegetarianos?” E a linha fina surpreende pela abordadem tendenciosa e inverídica: “Se fôssemos vegetarianos, nossos ancestrais não teriam evoluído para seres humanos e até mesmo o mapa do Brasil mudaria.” A jornalista faz a afirmação acima baseada em inconsistências e “argumentos” facilmente contestáveis, já que não há dados históricos que corroboram isso, até porque eles não existem.
Quero dizer, eles não existem como fatos, mas tão somente como inferências controversas. Achei válida a leitura, mas no texto não há fontes das informações mais importantes. Me parece relativamente superficial e até mesmo confuso, já que a autora acabou embaralhando as informações. Ademais, o final, assim como o início, ficou extremamente tendencioso:
“O fato é que, para abandonar a carne, precisaríamos saber mais sobre nutrição, porque viver sem bife exige cuidados, sob o risco de ficar anêmico. E teríamos que reeducar o paladar, porque muita gente não vive sem feijoada, moqueca ou churrasco.”
A jornalista diz isso baseado em quais estudos? Me parece simplesmente a opinião dela, sustentada naquilo que ela gosta e no que faria falta a ela. Generalizar isso é um grande equívoco. Tem pratos que ela citou que eu não comia nem antes de ser vegetariano, logo como ela pode chamar de essencial? A autora também teve a oportunidade de discutir sobre o assunto com um nutricionista vegetariano, mas não o fez, relegando a participação dele à curta figuração.
Ou seja, mais desinformação e mais desserviço. Em síntese me pareceu uma matéria patrocinada, a julgar por uma estratégia muito comum no jornalismo que é a de terminar um texto da forma como ele começa, assim fazendo com que o leitor fixe em sua memória exatamente as informações pretendidas.
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Editora Abril, Globo... tendenciosos!!