A rede de direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) e as organizações Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) e Mercy For Animals estão denunciando que fazendeiros da Carolina do Norte e da Carolina do Sul deixaram três milhões de animais morrerem nas inundações provocadas pelo furacão Florence para acionarem o seguro nos Estados Unidos.
De acordo com a ativista Arwen Carlin, do DxE, a negligência foi proposital porque os responsáveis por esses animais sabiam que não há nenhuma obrigatoriedade legal de garantia de segurança desses animais em casos de desastres naturais, diferentemente do que a lei determina quando se trata de animais domésticos. Muitas vítimas foram encontradas mortas nas fazendas industriais, onde eram mantidas confinadas em gaiolas e caixas – o que indica que não houve tentativa de libertá-los.
Segundo os ativistas, enquanto os animais se afogavam, os proprietários dessas fazendas se preocuparam apenas com a própria segurança. Julie Cappiello, da Mercy For Animals, lembrou que morrer afogado é uma das piores mortes que alguém pode experimentar, porque você se vê em pânico e incapaz de pedir ajuda. “Foram deixados para morrer porque eles não eram nada além de propriedade para vocês, e o dinheiro do seguro provavelmente valeu mais do que o incômodo de mover milhares de porcos para áreas mais seguras”, criticou.
Voluntários que trabalharam no resgate das vítimas do furacão Florence relataram que perceberam que muitos animais lutaram até o último segundo para tentar sobreviver. “No mínimo, esses animais mereciam uma chance de sobrevivência. Mas, como os produtores de carne veem os animais como coisas, como objetos a serem reivindicados em apólices de seguro, em vez de indivíduos que valorizam suas próprias vidas, eles não se importaram em evacuá-los ou até mesmo em dar-lhes uma chance de viver libertando-os antes que a tempestade chegasse até eles”, lamentou Zachary Toliver, da PETA.
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