Fundada em 1944 e mais conhecida pela criação dos termos “vegan” e “veganism”, também traduzidos em muitas línguas mundo afora, a organização britânica Vegan Society estará em um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que começa no domingo (31) em Glasgow, na Escócia.
Segundo a entidade, seu papel será fazer o possível para colocar o veganismo “no centro das discussões” por meio de um evento que simultaneamente discutirá o impacto da dieta na crise climática.
“Temos o status de observador oficial e uma posição no Scottish Event Campus [onde será realizada a COP26], então falaremos com formuladores de políticas, políticos e, esperançosamente, líderes globais sobre a necessidade de considerar uma transição para a produção de alimentos à base de vegetais a fim de cumprirmos as metas climáticas.”
A Vegan Society lamenta que a agropecuária não esteja na agenda oficial da conferência da ONU. “Também estaremos promovendo nossa campanha Plate Up for the Planet na COP26.”
A entidade diz que, enquanto os governos deliberam, qualquer um pode agir e mudar sua alimentação para causar um impacto positivo no meio ambiente.
“Estaremos compartilhando essa mensagem por meio de painéis, ônibus, bicicletas e metrô, bem como em eventos no centro da cidade, em espaço oficial do governo e em colaboração com a bluedot.”
No dia 6 de novembro, a Vegan Society promoverá o veganismo como parte do Dia de Ação Global pela Justiça Climática. A entidade também está apoiando duas petições em que pedem que a COP-26 tenha um menu vegano e promova a importância de uma dieta à base de vegetais.
Além disso, é uma das apoiadoras da campanha Plant Based Treaty, que tem o apoio do músico vegano Moby e conta com a estudante brasileira Brunna Sachs, de 12 anos, como embaixadora.
O tratado lançado no final de agosto chama atenção para a importância da adoção de uma dieta à base de vegetais no combate às mudanças climáticas, considerando o impacto da pecuária.
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