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Vendas de leites vegetais podem quase triplicar até 2031

De acordo com um relatório da Fact.MR divulgado nesta terça-feira (16), as vendas globais de leites vegetais podem quase triplicar até 2031 – subindo de US$ 11 bilhões em 2020 para mais de US$ 32 bilhões.

“Com o crescimento do veganismo e o aumento dos casos de intolerância à lactose, a demanda geral por alternativas à base de vegetais está ganhando uma imensa força no mundo”, destaca o relatório.

“Portanto, espera-se que a demanda por esses produtos, e não apenas leites vegetais, mas também derivados, incluindo manteigas e queijos, ganhem mais força na próxima década.”

Outros fatores que, segundo a publicação, têm atraído o interesse dos consumidores para as alternativas ao leite e aos derivados, são os rótulos limpos ou clean labels e a demanda por produtos mais saudáveis.

Segundo a Plant Based Foods Association, as vendas globais de novas categorias de alternativas aos lácteos ultrapassaram US$ 7 bilhões em 2020, representando aumento de 27%.

“O aumento da população vegana, juntamente com a crescente popularidade dos alimentos orgânicos, continuará a aumentar a demanda por leites vegetais. O crescimento da prevalência da intolerância à lactose também está atuando como um catalisador para o aumento da demanda.”

Vale lembrar que hoje e globalmente o leite de soja ainda é o produto mais barato das opções vegetais, além de ser o mais consumido. No entanto, outro mercado que deve registrar elevado crescimento é o de leite de amêndoas, que pelo menos no Brasil ainda tem um custo elevado em comparação com o leite de soja – chegando a custar duas vezes mais e além.

As opções à base de vegetais também estão se tornando cada vez mais diversificadas em matéria-prima – coco, aveia, arroz, amendoim, castanha-de-caju, avelã, linhaça, macadâmia, pistache, cânhamo, quinoa e gergelim, entre outras.

Segundo o relatório, isso também contribui para a expansão do mercado e favorece também a diversificação de vendas.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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