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Contra caça de elefantes, Yahoo! Japão vai proibir comércio de produtos com marfim

Entre 2007 e 2014, a caça furtiva foi responsável pela morte de 144.000 elefantes em decorrência do comércio ilegal de marfim (Fotos: Getty)

Contra a caça de elefantes, o Yahoo! Japão anunciou na terça-feira (27) que a partir do dia 1º de novembro será proibida na sua plataforma a comercialização de produtos com marfim, proveniente das presas do animal.

No Japão, onde há uma espécie de livre comércio de produtos baseados em caça de elefantes, a pressão internacional tem aumentado cada vez mais, considerando que os elefantes estão entre as maiores vítimas de caçadores na África e na Ásia; uma prática bastante associada ao comércio de marfim.

“Aplaudimos o Yahoo! Japão por reconhecer o fato irrefutável de que qualquer mercado jurídico serve como cobertura conveniente para a venda ilegal de marfim, por isso é extremamente significativo que suas plataformas online não contribuam mais com esse comércio devastador”, declarou a especialista sênior em vida selvagem da Humane Society International, Iris Ho.

Organizações internacionais que atuam em defesa da vida selvagem agora cobram que o governo japonês feche completamente o mercado doméstico de marfim. “Para que os milhões de turistas internacionais que viajarem ao Japão durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2020 possam visitar um Japão livre do comércio de marfim”, frisa Iris Ho.

Saiba Mais

Atualmente o Japão possui mais de 16 mil revendedores, fabricantes e atacadistas registrados que atuam no mercado de marfim.

De 2011 a 2016, mais de duas toneladas de marfim do Japão foram confiscadas pelas autoridades chinesas.

O mercado de marfim do Japão facilita o tráfico transnacional de marfim e prejudica os esforços de fiscalização da China e de outros países vizinhos que estão fechando seus mercados domésticos de marfim.

A Coalizão do Elefante Africano, representando 32 nações africanas, está apelando ao Japão para fechar seu mercado doméstico de marfim.

Muitos países e jurisdições anunciaram ou implementaram medidas que proíbem ou restringem o comércio interno de marfim, como Estados Unidos, Reino Unido, França, Luxemburgo, Bélgica, China, Região Administrativa Especial de Hong Kong e Taiwan.

O Censo do Grande Elefante constatou que entre 2007 e 2014, a caça furtiva foi responsável pela morte de 144.000 elefantes em decorrência do comércio ilegal de marfim.
As populações de elefantes da savana africana sofreram declínio de 30% durante esse período, restando aproximadamente 352.271 elefantes nos países pesquisados.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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