Como resultado de uma campanha da organização de bem-estar animal Lady Freethinker, o YouTube anunciou que implementará uma proibição contra vídeos de estímulo à crueldade contra animais.
A cobrança surgiu após a entidade realizar uma pesquisa em 2020, identificando que 2053 vídeos que envolvem tortura em cativeiro, consumo de animais vivos, rinhas, atropelamentos propositais e falsos resgates (em que animais são colocados intencionalmente em situação de perigo) geraram 1,2 bilhão de visualizações. Os 146 canais que atraem público a partir desse tipo de conteúdo somam 30,8 milhões de inscritos.
“Estamos muito contentes que o YouTube não permitirá mais esses vídeos bárbaros em sua plataforma. Essa proibição demorou e pedimos ao YouTube que compartilhe publicamente os detalhes de sua nova política e o prazo para implementação”, disse a fundadora e presidente da Lady Freethinker, Nina Jackel, em comunicado oficial.
“Se esta política for implementada e aplicada com firmeza, será uma verdadeira vitória para os animais e para os muitos ativistas e investigadores que expuseram a verdade sobre esses vídeos cruéis e perigosos.”
Segundo a Lady Freethinker, muitos dos milhares de vídeos que mostram a crueldade contra os animais violam os próprios padrões da comunidade do YouTube. Além disso, infringem leis de bem-estar animal de diversos países.
“Há vídeos de animais silvestres sofrendo para diversão humana, como macacos acorrentados em cativeiro”, lamenta.
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