Quando os consumidores compram uma bandeja de ovos, a maioria não imagina o processo que antecede a chegada do produto ao mercado. Isso inclui o desconhecimento em relação ao destino dos pintinhos machos, considerados um subproduto indesejado da indústria de ovos.
Afinal, eles não botam ovos e também não têm a genética dos animais criados para atender a demanda da indústria de carne de frango. Sendo assim, todo mês o destino comum de até sete milhões de pintinhos no Brasil é a morte, conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O processo mais comum no país ainda é a maceração mecânica, ou seja, a trituração desses animais logo após a identificação do sexo. A prática não é legalmente reprovada, já que não há legislação específica vigente que impeça a cruel morte das jovens aves.
Há mais de quatro anos, o deputado federal Rômulo Gouveia (PSD-PB) protocolou o Projeto de Lei 4697/2016, visando a proibição da trituração, sufocamento ou qualquer meio cruel de abate de pintinhos. No entanto, a proposta acabou arquivada.
A ausência de uma legislação específica permite que esses animais também sejam mortos de outras maneiras. O que é considerado prioritário nesse sistema é qual prática é mais econômica para a indústria de ovos, então essa se torna usual.
Consumidores que optam por comprar ovos de galinhas supostamente criadas “livres” também financiam essa prática, já que as aves, por padrão, também vêm de incubatórios onde pintinhos machos são descartados, já que o cruel abate é universalizado e atinge no mundo pelo menos sete bilhões desses animais por ano.
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