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Ativistas resgatam 22 cães de um matadouro na China

Os animais resgatados foram enviados para um abrigo de animais no norte do país (Foto: HSI China)

Enquanto Xangai se prepara para sediar o World Dog Show 2019, ativistas chineses denunciam o comércio de carne de cachorro na mesma cidade, e logo depois de resgatarem 22 cães de um matadouro em Peixian, na província de Jiangsu.

De acordo com informações da Humane Society International (HSI), entre as vítimas estavam cães de estimação semelhantes aos animais que serão aplaudidos durante o World Dog Show – como poodles e buldogues franceses. “A exposição revela o duplo padrão problemático na forma como os cães são tratados na China”, critica a HSI.

Apresentado como um alegre encontro para amantes de cães e adoráveis cachorros do mundo todo, o World Dog Show é realizado dois meses antes do Festival de Lichia e Carne de Cachorro, que ocorre em Yulin, também na China.

Mas a cultura do consumo de carne de cachorro também não é totalmente depreciada em Xangai. Os ativistas chineses que resgataram os 22 cães que seriam abatidos encontraram três restaurantes que servem carne de cachorro a menos de 20 quilômetros do Centro de Exposições e Convenções de Xangai, onde será o World Dog Show.

Um dos restaurantes se orgulha em oferecer carne de um matadouro de Xuzhou, conhecida como a cidade com a maior indústria de processamento de carne de cachorro da China.

“A operação de abate, de onde os 22 cães aterrorizados foram resgatados, poderia facilmente ter abastecido o restaurante de Xangai que compra carne de cachorro de Xuzhou”, enfatiza Peter Li, da HSI China.

Os animais resgatados foram enviados para um abrigo de animais no norte do país, onde estão recebendo cuidados veterinários e passando por processo de reabilitação em decorrência dos traumas.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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