Categorias: Destaques

Brasil tem grande potencial no mercado de probióticos veganos

Foto: Pixabay

Com o crescente interesse da população mundial por alimentos e bebidas mais saudáveis, os probióticos veganos também devem despontar até 2028 como grande diferencial de um mercado que promete movimentar mais de R$ 400 bilhões até 2028, segundo levantamento da Associação Internacional de Probióticos.

Além disso, Brasil, China e Índia estão entre os países com grande potencial de crescimento, considerando que uma maior preocupação em consumir mais alimentos de origem não animal, por fatores incluindo busca por mais saúde e qualidade de vida, também tem ampliado a demanda por probióticos veganos nesses países.

Essa conclusão é corroborada por um relatório da empresa de pesquisa global de mercado Fact.MR, que faz uma análise do potencial de faturamento do segmento de probióticos veganos até 2028.

Conquistando a predileção dos consumidores

O que motiva esse crescente interesse é a classificação dos probióticos como fontes de boas bactérias que ajudam a manter o intestino humano saudável. “Recentemente, os probióticos veganos passaram a conquistar a predileção dos consumidores, principalmente daqueles que preferem comida vegana”, aponta o relatório.

O mercado, que hoje conta com probióticos em comprimidos e pílulas, tem sido favorecido também por bebidas como kombucha e kefir de água, além de tempeh, kimchi, missô, chucrute e outros alimentos fermentados. “Abordagens inovadoras fornecerão novas oportunidades para o mercado de probióticos à base de vegetais.”

Embora os produtos veganos da categoria sigam em ascendência, ainda há muitos consumidores que os desconhecem. “Os fabricantes têm a oportunidade de aumentar suas vendas, espalhando conhecimento sobre seus produtos”, sugere a Fact.MR.

Kombucha deve movimentar R$ 26 bilhões

Uma das bebidas probióticas que tem conquistado maior visibilidade no mercado atualmente, o kombucha deve movimentar R$ 26 bilhões até 2025, com taxa de crescimento anual composta de 16%, segundo projeção da empresa de pesquisa de mercado Global Market Insights.

“A demanda por bebidas funcionais e energéticas está aumentando no mundo todo. Kombucha é uma dessas bebidas que é tendência entre as pessoas preocupadas com a saúde”, informa o relatório.

E acrescenta: “O sabor original do kombucha, por ser efervescente, levemente adocicado e azedo tem atraído maior preferência do consumidor por produtos aromatizados. Especulando uma demanda crescente, os fabricantes começaram a trazer novos sabores de kombucha para a mesa.”

Investidores veem potencial na bebida probiótica

Além da diversidade de sabores, outro diferencial tem sido a escolha de matérias-primas orgânicas e a oferta de produtos com baixo teor de açúcar.

Nos Estados Unidos, no final de 2019, uma startup conseguiu arrecadar o equivalente a mais de R$ 130 milhões para expandir a produção de kombucha, ofertando novos sabores e ampliando a circulação de seus produtos. A Fermented Sciences, que desenvolve o Flying Embers, surgiu em 2017, há pouco mais de dois anos, e se tornou um negócio milionário.

Além disso, como a demanda pela bebida desenvolvida a partir da fermentação do chá por uma cultura de bactérias e leveduras está atraindo cada vez mais consumidores em diversas partes do mundo, há várias empresas de investimentos captando milhões de dólares para popularizar e diversificar ainda mais o Kombucha, que tem condições de revolucionar ainda mais o mercado global de probióticos.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

7 dias ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago