Destaques

Brasil terá manifestações do Dia Mundial pelo Fim do Especismo

Ação defende uma cultura alimentar pacífica, que prevê o fim da pesca e o fechamento dos matadouros (Foto: Andrew Skowron)

Pelo sexto ano consecutivo, o Dia Mundial pelo Fim do Especismo (29) será celebrado no mundo todo. No Brasil, as manifestações contra a exploração dos animais para as mais diversas finalidades serão nos dias 29 e 30. Ou seja, no próximo sábado e domingo.

No dia 29, às 14h, a manifestação do grupo Direct Action Everywhere (DxE) São Paulo terá como ponto de partida a Estação Paraíso, do Metrô. Já no dia 30, às 10h30, o DxE Rio de Janeiro se concentrará em frente à Escola Municipal Cícero Penna, na Avenida Atlântica com a República do Peru, e seguirá até o Arpoador.

Também no dia 30, das 14h às 17h, o coletivo Vozes em Luto realiza um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).

Especismo, uma forma de discriminação

Cunhado pelo psicólogo britânico Richard D. Ryder em 1970, o termo especismo se refere a uma forma de discriminação que se baseia na ideia de que pelo fato do ser humano considerar outros seres sencientes inferiores, ele ignora seus interesses em não sofrer.

A ação do Dia Mundial pelo Fim do Especismo defende abolição do status de propriedade em relação aos animais, considerando que são indivíduos e, assim como nós, partilham de emoções.

O ato também reivindica educação em benefício dos animais, assim prevenindo o especismo; bem como uma cultura alimentar pacífica, que prevê o fim da pesca e o fechamento dos matadouros.

A ação defende ainda a realização de pesquisas mais éticas, sem o uso de animais em experimentos; e o reconhecimento de que animais não devem ser reduzidos a “recursos”.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

5 dias ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago