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Campanha propõe reflexão sobre a exploração de bilhões de aves

“Buscamos destacar as condições brutais em que essas aves vivem na indústria” (Foto: Sinergia Animal Internacional)

Esta semana, a organização internacional Veganuary está realizando uma campanha de conscientização intitulada #SalvemosaLasGalinas, que chama atenção para a realidade de bilhões de frangos e galinhas criados para atender hábitos alimentares.

“Buscamos destacar as condições brutais em que essas aves vivem na indústria e conversar sobre seguir uma alimentação baseada em vegetais, que pode contribuir com a questão”, informa Anita Krepp, gerente de comunicação da Veganuary Brasil.

A campanha que termina no dia 10 conta com o apoio de personalidades e de empresas. Vale destacar que as aves estão no topo da lista de animais mantidos em confinamento por toda a vida para fins de consumo. Ou seja, o mais distante possível de manifestar importantes comportamentos naturais.

“Muitas pessoas que seguem uma dieta onívora tendem a consumir mais frango em comparação com outras carnes, uma tendência que se aplica a todas as regiões do país. No Brasil, cada pessoa consome ao ano, em média, 43 quilos de frango, de acordo com a Embrapa”, cita a campanha.

Anitta explica que a Veganuary Brasil também disponibilizou uma série de receitas, alternativas simples e acessíveis para substituir o frango na alimentação cotidiana, além de recomendações sobre como reduzir e eliminar o consumo de carne de frango e ovos. “Todas essas informações podem ser consultadas gratuitamente no site.”

Outra informação que aponta a larga extensão dessa exploração é que, segundo dados do Foreign Agriculture Service (FAS), dos EUA, o abate global de frangos e galinhas chegará 53 bilhões de animais por ano.

“Esse número deixa de fora os pintinhos machos, que são descartados em granjas logo após o nascimento, assim como as galinhas que deixam de botar ovos, que aos olhos da indústria deixam de ter valor produtivo e também vão para o abate.”

É importante considerar também, conforme a campanha, que a maioria das galinhas, como vítimas do sistema industrial de produção de ovos, vive em condições deploráveis.

“Dentro de um espaço que não excede 25×25 cm para cada ave, onde há pouca ou nenhuma luz solar, e onde o estresse e a superlotação as tornam vulneráveis ​​a muitas doenças, obrigando os produtores a administrarem grandes quantidades de antibióticos.”

Clique aqui para mais informações.

Saiba Mais

Um frango é abatido com 35 a 40 dias de idade, em média. Já uma galinha poedeira geralmente é morta com um ano e meio a dois anos. São animais que poderiam viver por mais de dez anos.

 

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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