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Carne cultivada pode ter preço da carne convencional em 2026

Carne cultivada da Orbillion (Foto: Divulgação)

A Orbillion Bio, uma startup do Vale do Silício que está desenvolvendo carne cultivada a partir da replicação de células, assim não apenas evitando o abate de animais, mas em um estágio mais avançado podendo dispensar o uso de animais, declarou esta semana que seu produto estará disponível no mercado e com o mesmo preço da carne convencional a partir de 2026.

A CEO e confundadora da Orbillion, Patricia Bubner foi convidada para participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, que começou na segunda-feira (23) na Suíça, onde falará sobre como a carne cultivada pode contribuir com a insegurança alimentar global.

Segundo Patricia, a Orbillion, que já apresentou três diferentes carnes cultivadas em degustações públicas, leva vantagem por ter adotado um sistema de desenvolvimento de carne livre de abate que é até “18 vezes mais rápido” do que o de seus concorrentes.

Em Davos, a CEO deverá explicar a autoridades governamentais e líderes da indústria como planejam democratizar o acesso à carne cultivada.

O primeiro produto da Orbillion que chegará ao mercado é uma versão da carne de boi da raça wagyu. Recentemente a empresa ganhou um consultor que é referência internacional em cultura de células e inovação em bioprocessamento – Greg Hiller.

“Estou muito animado para me juntar à equipe da Orbillion como consultor, ajudando a expandir a fronteira do que é possível para a carne cultivada”, frisa Hiller.

“Espero que meu conjunto de habilidades e métodos inovadores facilitem ainda mais o desenvolvimento de um processo de cultura de células altamente intensificado que tornará a carne cultivada escalável e, como resultado, acessível a todos.”

A Orbillion já arrecadou US$ 9,5 milhões em investimentos.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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