Viu a agulha penetrando a pequena criatura. Crescia e a agulha também. Mais saudável, saudável, não saudável, não importa o estado, tem agulha pra toda vida. Antibiótico, quanto antibiótico.
Mais um pouco e pode-se chamar de mamadeira. Às vezes, em uma reinação sugestiva, chamavam. Lembro quando disse que bicho ganha cheiro que não é de bicho e a repetição e o costume leva à associação com a ideia de que o bicho nasceu com aquele cheiro, que é cheiro de bicho sem ser.
“Cheiro de bicho? Cheiro precede o bicho e sucede o bicho. Bicho vai e o cheiro fica, e continuam pensando no cheiro de bicho que não é de bicho. É tempestivo para um exercício perpétuo de substituição. E já penso no bicho que se foi como se não tivesse ido, porque o cheiro que não é seu, e impregna o não corpo, também impregna o outro e seu não corpo. É estar ali e não estar o tempo todo.”
Ainda que todos partissem, diriam que era o cheiro do bicho que não é de bicho, e de um bicho que já não é bicho. E querem saber o motivo? Menos pra não adoecer e mais pra se desenvolver pra morrer, pode-se perceber.
Em um ambiente controlado, que é descontrolado, apertado numa invenção de desaperto, a picada é ritual para o bolso, dos interesses humanos, do controle da carne que deles se desfará.
Montoeira e agulheira…agulheira e monteira…”, repetia um auxiliar de serviços gerais que levava a sujeira dos não humanos – provocada por humanos – e deixava a dos humanos. Não por conveniência, por não ser capaz de limpá-la. Faltava tangibilidade…
“A sujeira que ninguém vê continua, sempre continua, assim como as doenças irremediáveis que vêm de estados incontroláveis de ser e de estar.” Observou quando chegou mais uma carga de antibióticos.
“Agarram cada um como se culpado fosse de alguma coisa, de estar aqui. A gente ouve grunhidos, gemidos e resistências diversas. Como chamar a provocação da improvidência de prevenção? E vem a remediação que não remedia…que satura de estranhezas uma vida que quando foi vida?”
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