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Comissão de Meio Ambiente avaliará proposta que visa reconhecer gineteada como patrimônio cultural

Fotos: Câmara/Eduardo Amorim

Está na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara um projeto de lei do deputado Nereu Crispim (PSL-RS) que visa reconhecer a gineteada com bovinos e equinos como patrimônio cultural imaterial.

A proposta também deverá ser avaliada pelas comissões de Cultura e Constituição e Justiça e de Cidadania. A análise terá caráter conclusivo, o que significa que se o PL for aprovado pelas comissões não precisará ser submetido à votação em plenário.

No projeto de lei consta que o reconhecimento inclui a gineteada, o laço, o rodeio e a vaquejada. Nereu Crispim defende ainda que a gineteada seja elevada a esporte – prática em que “alguém fica o maior tempo possível no lombo de um animal ‘xucro’ ou ‘que tenha sido mal domado”.

Deputado diz que praticantes são “atletas”

O deputado diz que a gineteada é uma “atividade intrinsecamente ligada à vida, à identidade, à ação e à memória de grupos formadores da sociedade brasileira”.

“Para se obter êxito, é preciso contar com técnicas, entre elas, ter bastante força nas pernas e muita concentração para garantir o equilíbrio no lombo do cavalo”, alega Crispim, que classifica os praticantes como “atletas”.

“Proponho, por meio do presente projeto de lei, que este ‘esporte’ seja incluído como um bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro e que seja uma modalidade esportiva equestre tradicional, a qual sempre preza pela proteção ao bem-estar animal e pela manutenção da cultura brasileira.”

Vale lembrar que a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável é presidida pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que tem poder de escolher os relatores dos projetos de lei na CMDAS.

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David Arioch

Jornalista e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário (MTB: 10612/PR)

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  • Definitivamente, tá faltando CULTURA nesse pseudo “Patrimônio Cultural”, onde atletas (?!)psicopatas adoram posar de artistas em exibições surreais de crueldade explícita e de flagrantes maus tratos, treinando destreza no lombo de animais explorados e barbarizados que, tá na cara, NÃO QUEREM NADA COM ELES, MUITO PELO CONTRÁRIO. Não gostam, não curtem e “não estão a fim”, embora, danem-se eles, já que estão “contribuindo” (?!) em prol da cultura brasileira reduzida a esse descalabro, impropriamente denominado “prática esportiva”. Anos-luz distante do BEM ESTAR ANIMAL essa barbárie, que nos remete à truculência e selvageria de povos primitivos, incivilizados e antiéticos, além de “um tapa na cara” no perfil ecologicamente correto que o Planeta se esforça para manter e exemplificar. A gente pode ser melhor do que isso para o Meio Ambiente, para o mundo e para Deus. A gente pode ser melhor, claro, mas, a quem interessa?

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