Categorias: Notícias

Condado inglês bane alimentos de origem animal de eventos oficiais

Foto: Oxfordshire County Council

O Conselho do condado de Oxfordshire, no sudeste da Inglaterra, anunciou este mês que os alimentos de origem animal serão banidos de eventos oficiais. A decisão foi tomada por meio de um acordo político e passa a valer a partir do início de 2022.

Isso significa que todos os serviços de catering ou bufê contratados a partir do ano que vem serão voltados aos alimentos de origem vegetal. O conselho também divulgou que promoverá mudanças em ambientes escolares.

Em um comunicado divulgado pelo Conselho de Oxfordshire, o conselheiro Ian Middleton diz esperar que essas mudanças ajudem os jovens a tomarem melhores decisões sobre escolhas alimentares e impacto no meio ambiente, saúde e bem-estar animal.

O conselho destaca que a produção global de carnes e laticínios é um grande fator de contribuição às emissões de gases de efeito estufa e ao desmatamento. Portanto, propõe a redução do consumo desses alimentos também por meio de políticas públicas como importante medida de combate às mudanças climáticas.

Promover alimentação à base de vegetais

“O Comitê de Mudanças Climáticas independente do governo aconselha a redução do consumo de carne e frisa que os órgãos públicos devem promover uma alimentação à base de vegetais”, consta no documento do acordo.

“Essa mudança e o combate ao desperdício de alimentos são formas eficazes de reduzir as emissões de carbono. Além disso, no Reino Unido, apenas 18% das crianças consomem as cinco porções recomendadas de frutas e vegetais por dia, e a maioria das dietas dos jovens carece de fibras.”

O documento dá bastante ênfase à importância de uma alimentação à base de vegetais, inclusive em forma de refeições escolares acompanhadas de informações sobre seus benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo: 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

6 dias ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago